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Brasil O governo federal garante que não há mais bloqueios nas estradas do País devido à greve dos caminhoneiros

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O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, confidenciou a próximos que atos e entrevistas de colegas do governo têm agravado mais a crise. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Nessa terça-feira, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) garantiu que não há mais bloqueios de estradas em decorrência da greve nacional dos caminhoneiros. De acordo com o titular da pasta, existem apenas “concentrações” de manifestantes – ele não detalhou, porém, o número de focos de resistência por parte de trabalhadores do setor.

“Não existe bloqueio em mais nenhuma rodovia do País, não tem mais bloqueio”, fez questão de repetir, em entrevista no Palácio do Planalto. “Temos algumas concentrações em alguns lugares, principalmente nos perímetros urbanos. A Polícia Rodoviária Federal e as forças nacionais estão agindo quando necessário. Não temos mais nenhuma obstrução.”

O ministro acrescentou que muitas dessas “concentrações” têm se dissolvido quando comboios escoltados por agentes de segurança pública e pela Forças Armadas passam pelos trechos ainda interrompidos nas estradas.

“Os números que tínhamos na segunda-feira eram dados que diziam respeito a concentrações que já estavam sendo dissolvidas”, prosseguiu Padilha. “Com a passagem dos comboios, muitas delas foram se desfazendo. Não existe mais bloqueio nenhum.”

Teor político

Ainda conforme o titular da Casa Civil, a greve encerrou mas há protestos de cunho político: “A paralisação dos caminhoneiros foi levantada por todas as autoridades e representantes que dialogam com o governo. O que vemos hoje envolvem populares e, em alguns casos, caminhoneiros. E o cunho da manifestação extravasa a pauta de reivindicações dos caminhoneiros, ganhando já um corpo de atos políticos”.

Até o dia anterior, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) divulgou balanços diários com informações sobre bloqueios nas estradas. Nessa terça-feira, entretanto, o governo federal não apresentou novos dados. De acordo com Padilha, a situação de abastecimento já é melhor e já foi possível transportar o dobro da carga que na véspera.

“O abastecimento ainda não é regular, mas com nove dias de paralisação teríamos problemas muito mais sérios se não tivéssemos avançado”, salientou. “Temos muito o que andar para falar em uma situação de normalidade, mas o fato é que estamos retomando o controle progressivamente. Certamente, ainda não é o que necessitamos e, para chegar à normalização, os caminhões ainda parados precisam voltar à estrada”.

Petroleiros

Esse questionamento sobre supostas finalidades políticas também foi levantado nessa terça-feira pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, em relação à greve dos petroleiros, anunciada para esta quinta-feira e cuja pauta incluiu um pedido de demissão do dirigente.

Em teleconferência com analistas de bancos, o executivo disse que não existe uma pauta de reivindicações de natureza trabalhista no movimento. “Não existe pauta reivindicatória, já que são reivindicações mais de natureza política do que de vantagens como remuneração”, acusou.

“O acordo assinado no ano passado é válido por dois anos. Portanto, não há razões sobre o regime de trabalho envolvidas nessa discussão”, sublinhou o executivo. Parente afirmou, ainda, que a estatal continuará livre para praticar os seus preços para os combustíveis, independentemente da fórmula de compensação que for acordada com o governo após a concessão de subsídios aos caminhoneiros.

Alvo de pressão por parte dos grevistas e dos próprios petroleiros, ele garantiu que o objetivo das negociações é preservar “o resultado financeiro da companhia”. Parente informou que, ainda nesta quarta-feira, o governo deve publicar uma MP (Medida Provisória) detalhando o modelo de ressarcimento à empresa pelo subsídio de R$ 0,30 por litro de diesel.

Na teleconferência, o presidente da Petrobras – no cargo desde maio de 2016, mês em que a então presidenta Dilma Rousseff foi afastada pelo processo de impeachment – disse “ser “possível” que a Petrobras chegue a alguma fórmula para estabelecer os seus preços. Ele ponderou, entretanto, que ainda o assunto ainda é objeto de discussão.

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