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Economia O comando da Aeronáutica alertou os militares sobre as informações falsas durante a greve dos caminhoneiros

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Rossato afirma também que a Aeronáutica está tomando medidas para minimizar os efeitos da paralisação dos caminhoneiros. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, assinou uma mensagem para alertar a todos os integrantes da Força, militares e civis, sobre o crescimento de notícias “falsas e tendenciosas” que estão sendo divulgadas nas mídias sociais, durante a crise de desabastecimento pela qual passa o País por causa da greve dos caminhoneiros. No texto, Rossato aconselha seus subordinados a serem críticos antes de aceitar qualquer informação como verdadeira. Ele também recomenda que a tropa procure os canais oficiais de comunicação.

“Há muita informação falsa ou tendenciosa sendo divulgada, e devemos ser críticos antes de aceitá-las como verdadeiras. Devemos nos manter atentos e atualizados, e para isso reforço que deem prioridade aos nossos canais institucionais de informação, pois será por meio deles que divulgaremos qualquer orientação complementar”, afirma Rossato no comunicado.

No texto, o comandante destaca o compromisso das Forças Armadas “em servir ao país e ao povo brasileiro”. Segundo relatos de pessoas ligadas à Força, o comandante tem feito reunião com oficiais para alertar sobre o discurso de grupos radicais que pregam uma intervenção militar para debelar a crise. O movimento dos caminhoneiros foi engrossado por manifestantes que defendem diversas bandeiras. A ordem do comandante é para que seus militares fiquem longe disso. Uma intervenção não interessa à Força, disse um interlocutor.

“Por isso, sigo contando com o profissionalismo e dedicação de todos vocês, integrantes da nossa Força, sempre incansáveis em prol de dias melhores para o Brasil”.

Rossato afirma também que a Aeronáutica está tomando medidas para minimizar os efeitos da paralisação dos caminhoneiros e neste sentido, a ordem priorizar atividades essenciais, adiando aquelas que podem aguardar o “restabelecimento da normalidade nacional”.

“Em todas as nossas organizações, dos integrantes do Alto-Comando ao soldado mais moderno, minhas orientações são no sentido de mantermos a unidade de pensamento, disciplina na racionalização das atividades e na economia de recursos de toda ordem”.

Cartel

Presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica, Marcos Lisboa diz que a “negociação é inacreditável”, que trouxe de volta o cartel, a reserva de mercado e a tabela de preços condenada pelo Cade há anos: “Parece a marcha da insensatez”.

“É um governo fraco, e a negociação foi inacreditável. A taxa de câmbio desvalorizou, o preço do petróleo subiu, e o país ficou mais pobre. E uma parte da sociedade não quer pagar a conta. O acordo institui um cartel, o custo de transporte para a sociedade vai subir para garantir lucros maiores para os caminhoneiros. A proposta também cria uma reserva de mercado para os caminhoneiros indicados pelos sindicatos (garantia de 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento-Conab). Rasgaram a Lei 8666 (que regula as licitações). Sem dúvida, houve um retrocesso. O país voltou 20 anos em dois, realmente.”

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