Quarta-feira, 09 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de julho de 2020
O governo federal já iniciou as tratativas para aquisição de uma nova opção de vacina contra o novo coronavírus: a produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNTech, segundo informações da CNN Brasil.
As negociações estão sendo conduzidas pela Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia. O Ministério da Saúde também acompanha o assunto. Segundo fontes da equipe econômica, as conversas ainda estão em fase preliminar.
Em entrevista na quarta-feira (22) em Florianópolis (SC), o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que a Pfizer tinha entrado “no radar” do governo, depois que a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) autorizou a farmacêutica a testar a vacina no Brasil.
No início da semana, o governo brasileiro também já tinha anunciado que está em negociações com o laboratório norte-americano Moderna para uma possível compra com prioridade da candidata à vacina desenvolvida pela empresa. Ainda não há, contudo, um acordo fechado.
Até agora, o único negócio fechado pelo governo federal foi para aquisição da vacina produzida pela Universidade Oxford em parceria com o conglomerado aglo-sueco AstraZeneca. O acordo prevê aquisição de pelo menos 30 milhões de doses este ano.
Paralelamente, o governo estadual de São Paulo também firmou acordo com a empresa chinesa SinoVac para desenvolvimento, em parceria com o Instituto Butantan, de uma outra vacina no Brasil. A vacina já começou a ser testada no país.
Estados Unidos
A Pfizer Inc e a BioNTech receberão 1,95 bilhão de dólares do governo dos Estados Unidos para produzir e entregar 100 milhões de doses de sua candidata a vacina contra Covid-19, disseram as empresas na quarta-feira (22). As empresas informaram que não devem conseguir produzir mais do que isso neste ano.
O acordo ainda permite ao governo norte-americano obter 500 milhões de doses adicionais, disseram o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e o Departamento da Defesa.
Estudos no Brasil
A Pfizer e a BioNTech anunciaram na terça-feira (21) a escolha do Brasil como uma das localidades do mundo para a futura Fase 2b/3 de seu programa de vacina à base de ácido ribonucleico (RNA), que codifica um antígeno específico do vírus Sars-CoV-2.
O RNA é traduzido pelo organismo humano em proteínas que irão então induzir uma resposta imunológica. O estudo prevê a inclusão de cerca de 29 mil voluntários, sendo 1.000 deles no Brasil, distribuídos nos Estados de São Paulo e Bahia.
A escolha do Brasil para participar do estudo foi baseada no conhecimento científico e capacidade local, assim como na epidemiologia da doença e experiência prévia do País para realização de estudos clínicos. O estudo será conduzido em duas localidades, em São Paulo, no CEPIC – Centro Paulista de Investigação Clínica, e na Bahia, na Instituição Obras Sociais Irmã Dulce, e foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O Dr. Edson Moreira, médico e doutor em Epidemiologia pela Universidade de Columbia em Nova York e pós-doutorado pela Universidade McGill em Montreal, será o investigador principal do estudo. “Estamos orgulhosos em ter voluntários brasileiros participando nesse esforço global de pesquisa, que pode desempenhar um papel crítico na luta contra a Covid-19. Estamos confiantes no sucesso de nosso estudo e que a ciência vencerá essa pandemia”, comentou o dr. Edson.
Pfizer e BioNTech já haviam afirmado que a previsão para o início da Fase 2b/3 dos estudos clínicos da BNT162 seria no final de julho, dependendo das aprovações regulatórias necessárias. As companhias continuarão avaliando o plano de desenvolvimento clínico no decorrer do período e verificando a necessidade e a viabilidade de locais adicionais. As informações são da CNN Brasil, da agência de notícias Reuters, da Pfizer e da Anvisa.
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