Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de dezembro de 2020
Mesmo que as primeiras doses de uma vacina contra a Covid-19 possam ser aplicadas somente em meados de 2021, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul informou que já está elaborando um plano de vacinação que prevê o fluxo desde o laboratório produtor até a sala de vacinas. Inicialmente, a imunização será destinada a populações prioritárias definidas pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde.
“A equipe técnica do Programa Estadual de Imunizações, da Divisão de Epidemiologia do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), está organizando e adequando a estrutura da rede de frio para armazenagem e distribuição das doses. A partir da Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), com sede em Porto Alegre, as vacinas serão entregues às Centrais de Frio das 18 Regionais de Saúde e em 308 câmaras de conservação de municípios com até 100 mil habitantes”, afirma a secretaria.
Ainda segundo o governo, para o controle da temperatura interna das câmaras frigoríficas, a instalação recebeu sistema de hardware e software, que envia mensagem via celular e correio eletrônico em caso de variação da temperatura interna de acordo com limites programados, além de sistemas de alarmes sonoros que alertam para aumento de temperatura acima de 10°C.
Já para a aquisição de 10 milhões de seringas que possivelmente serão utilizadas na aplicação da vacina contra a Covid-19 (seringa 3ml 25×6) já foi publicada a ata de processo de abertura. A Secretaria da Saúde tem 4.205.500 unidades em estoque.
Sistemas de informação e comunicação, além da capacitação profissional e educação permanente, estão previstos na planificação e organização da vacinação no Rio Grande do Sul.
No sábado (5), Com apoio da secretária da Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann, e da pasta, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) divulgaram uma nota em que defendem que todas as vacinas com eficácia e segurança reconhecidas contra a Covid-19 sejam incorporadas ao PNI (Plano Nacional de Imunizações).
Neste sentido, entendem que a aquisição das vacinas seja feita pelo Ministério da Saúde, responsável pelo PNI, “como medida para garantir a equidade entre os entes subnacionais”, ou seja, sem disputa entre Estados ou municípios e seguindo uma regra unificada em todo o país.
“A falta da coordenação nacional, a eventual adoção de diferentes cronogramas e grupos prioritários para a vacinação nos diversos Estados são preocupantes, pois gerariam iniquidade entre os cidadãos das unidades da federação, além de dificultar as ações nacionais de comunicação e a organização da farmacovigilância, que será fundamental com uma nova vacina”, destaca a nota. As informações são do Palácio Piratini e da Secretaria da Saúde do RS.
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