Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de março de 2021
Unidade será destinada exclusivamente para pacientes com a Covid-19
Foto: Mateus Raugust/PMPAO hospital de campanha montado pelo Exército em área anexa ao Hospital Restiga, na Zona Sul de Porto Alegre, deve entrar em operação nesta sexta-feira (19). Segundo a prefeitura, parceira do Comando Militar do Sul (CMS) na iniciativa, a unidade ampliará a rede atendimento a pacientes de coronavírus na capital gaúcha.
Com previsão de ate oito leitos de terapia intensiva e 12 de enfermaria, a estrutura já está erguida, recebendo os equipamentos médicos e passando por ajustes finais antes de entrar em plena atividade.
Falta, ainda, a montagem de um sistema de canalização de gases (oxigênio e outros) para os leitos, além de climatização e rede elétrica para os equipamentos e climatização.
Além disso, estão sendo feitos os ajustes na rede de gases, o que demanda uma calibragem delicada. Também estão sendo instalados respiradores e outros equipamentos de suporte médico.
Por funcionar como um anexo do Hospital, a logística de acesso à estrutura de apoio como tomógrafos, ecografia e raios-x, dentre outros, também deve ser favorecida. Nesse aspecto, já está sendo finalizada a organização das equipes médicas, compostas basicamente por profissionais do Hospital da Restinga Extremo-Sul, administrado pelo Hospital Vila Nova.
Agilidade
O processo de montagem foi acelerado para disponibilizar leitos o mais breve possível. A primeira parte das instalações chegou na quinta-feira passada (11) em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que aterrissou na Base de Canoas (Região Metropolitana), ao passo que o restante da estrutura e dos equipamentos foram desembarcados no dia seguinte.
A montagem foi realizadas pelo Comado Militar do Sul (CMS, antigo 3º Exército), responsável pela Força Armada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) contribuiu com a cedência de equipes médicas e os equipamentos hospitalares.
Esta é a primeira vez que Porto Alegre recebe um hospital de campanha do Exército. Antes, a estrutura estava em Manaus (AM), uma das metrópoles brasileiras mais impactadas pela pandemia.
Vale lembrar que a capital gaúcha já conta desde o ano passado com o apoio logístico das Forças Armadas na instalação de tendas de triagem. O objetivo é atender pacientes com sintomas gripais e reforçar equipes de vacinação.
Características
O hospital de campanha é uma unidade móvel, que temporariamente cuida de pessoas atingidas por situações de emergência ou calamidade pública. Cada estrutura pode apresentar diferentes aspectos em seus projetos e composições estruturais e organizacionais para atender às suas finalidades específicas nas atividades de saúde e pode ser construído também por civis, como está acontecendo em muitos estados brasileiros.
Independente do perfil militar ou civil, oferece serviços de atenção à saúde, com apoio de equipes multiprofissionais, em atendimentos de urgência e emergência, atendimento ambulatorial, internações, remoções, realização de procedimentos cirúrgicos, exames laboratoriais e de imagem. O processo só é finalizado com as altas e as transferências dos pacientes.
As Forças Armadas já utilizaram esse tipo de montagem em situações de enchentes, terremotos no Haiti e no Chile e está compartilhando a expertise com instituições para salvar vidas.
Na operacionalização do apoio de saúde, por meio do emprego do hospital de campanha militar ou civil, diversas ações devem ser planejadas, de forma geral, envolvendo três processos básicos: atendimento, suporte logístico e apoio administrativo.
(Marcello Campos)
O hospital de campanha de Porto Alegre passa por ajustes finais para entrar em operação e iniciar o atendimento de pacientes com Covid-19.
A estrutura montada pelo Exército, na área externa do Hospital da Restinga Extremo Sul, está pronta, mas aguarda a composição das equipes médicas e instalações de equipamentos. Também estão sendo feitos testes finais na rede de gases.
De acordo com a SMS (Secretaria Municipal de Saúde), a partir desta terça-feira (16), o cenário estará mais definido, dando condições de confirmar a data para o início das atividades.
O hospital é resultado de uma parceria solidária entre prefeitura, Comando Militar do Sul e o Hospital Vila Nova. Terá 8 leitos de tratamento intensivo (UTI) e 12 de enfermaria, reforçando a rede hospitalar da Capital para o enfrentamento da pandemia.
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