Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de abril de 2020
É possível que as interações entre idosos e o resto da população continuem sendo restringidos até o final do ano, disse a presidente da União Europeia (UE), Ursula von der Leyen, em entrevista ao jornal alemão Bild.
“Sem uma vacina, temos que limitar o contato com os idosos o máximo possível, especialmente aqueles que vivem em asilos”, disse Von der Leyen. “Sei que é difícil e que o isolamento é um fardo, mas é uma questão de vida ou morte. Devemos ser disciplinados e pacientes.”
“Crianças e jovens terão mais liberdade de movimento do que os idosos e aqueles com condições médicas pré-existentes”, ela continuou.
Von der Leyen ainda afirmou estar confiante de que um laboratório europeu desenvolverá uma vacina até o final do ano. “Já discutimos com os produtores sobre as capacidades globais de produção para garantir que as pessoas possam ser vacinadas rapidamente.”
Com a desaceleração da pandemia em países europeus, como Itália e Espanha, alguns governos já começam a trabalhar na estratégia de reabertura, mas autoridades disseram que a situação só deve voltar à normalidade com o surgimento de uma vacina.
“Estamos trabalhando em uma resposta de sistema para fazer as famílias, empresas e pessoas voltarem a viver plenamente suas existências. Faremos isso quando a comunidade científica entregar uma vacina ao mundo”, afirmou no sábado (11) o ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza.
Segundo ele, enquanto não houver uma vacina, o distanciamento social “é a única arma” para enfrentar a pandemia.
Mortes na Itália
A Itália registrou 431 novas mortes pela epidemia de Covid-19 neste domingo, em comparação com 619 contabilizadas no dia anterior, e o número de novos casos diminuiu para 4.092 em relação aos 4.694 anteriores.
A contagem de mortes teve o menor aumento diário desde 19 de março.
O número total de mortos desde o início do surto em 21 de fevereiro chegou a 19.899, informou a Agência de Proteção Civil, a segunda maior quantia do mundo depois da registrada pelos Estados Unidos.
O número de casos oficialmente confirmados subiu para 156.363, o terceiro maior globalmente, somente atrás de Estados Unidos e Espanha.
Foram contabilizadas 3.343 pessoas em unidades de terapia intensiva neste domingo contra 3.381 no sábado —nono declínio diário consecutivo. Dos infectados, 34.211 foram declarados recuperados contra 32.424 anunciados no dia anterior. As informações são da agência de notícias AFP, Reuters e Ansa.
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