Segunda-feira, 10 de Agosto de 2020

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Brasil O mercado financeiro especula quem será o ministro da Fazenda se Fernando Haddad vencer a eleição presidencial

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Aposta é que o petista convidará um economista "liberal". (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Fernando Haddad (PT) tem dito que o perfil de seu ministro da Fazenda, caso vença o pleito eleitoral, será parecido com o dele próprio. Essa colocação vem gerando especulações pelo mercado financeiro, levantando diversas possibilidades. Uma delas aponta para o nome de Marcos Lisboa, que trabalhou no governo Lula mas que, repetidamente, tem negado qualquer intenção de ocupar cargo em Brasília. Outra, para o próprio Henrique Meirelles – que apoiaria o ex-prefeito no segundo turno das eleições.

O fato é que Haddad, segundo conhecido empresário, certamente convidará um economista “liberal” para o cargo. Justificativa? “Dilma escolheu Joaquim Levy com intenção de segurar a grave crise econômica. Não durou muito – mas, com a opção, garantiu bom tempo de lua de mel com os mercados. Por que Hadad haveria de fazer diferente?”

Ceará

O candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (27), que o seu partido e o PDT, sigla do oponente Ciro Gomes, governam juntos no Ceará, Estado do pedetista. A declaração foi dada a jornalistas em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Esta é a primeira agenda no Estado desde que Haddad é o candidato do PT.

“Lá no Ceará o PT governa com o PDT, é o estado dele [Ciro]. Não faz sentido assim, sabe [declaração de Ciro]. Somos muito próximos. Estaremos juntos no segundo turno, tenho certeza disso. Posso te assegurar que nossa vontade é estar junto”, disse Haddad.

Ciro disse no debate televisivo da última quarta-feira (26), no SBT, que preferia governar sem o PT se pudesse. No Ceará, a chapa de situação que tenta se reeleger é formada por Camilo Santana (PT) e, como vice, Izolda Cela (PDT).

Haddad disse ainda que lamentou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de manter 3,3 milhões de títulos eleitorais cancelados. Os títulos foram anulados porque os eleitores não fizeram o cadastro biométrico, obrigatório em algumas localidades.

“Não estou preocupado com a questão do resultado eleitoral, estou preocupado com o cidadão mesmo, que vai chegar no domingo, dia 7, e não vai poder votar. Me solidarizo com essa pessoa”, disse o candidato. A maioria dos títulos cancelados foi no Nordeste, onde o petista lidera.

“Eu lamentei um pouco a decisão porque acho que tem gente de boa-fé que pode ter perdido o prazo, mas quer votar. Às vezes é uma pessoa que mora no campo, às vezes uma pessoa que tem deficiência. Tem várias situações em que uma pessoa perde o prazo, não recebeu a informação no tempo certo, é um analfabeto, um idoso, um trabalhador rural”, disse Haddad.

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