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Brasil O mercado projeta o corte de meio ponto percentual na taxa de juros esta semana

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O mercado correu para ajustar apostas em relação ao nível da Selic. (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

Economistas do mercado financeiro projetam corte de 0,50 ponto porcentual da Selic, a taxa básica de juros, no encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) na próxima quarta-feira (18). A projeção consta do relatório Focus divulgado pelo BC nesta segunda-feira (16).

Com isso, a taxa atingiria novo piso histórico, de 5,50% ao ano. Depois, de acordo com as estimativas, haveria novo corte, também de 0,50 ponto porcentual, em outubro, para 5,00%. A previsão para a Selic no fim de 2019 foi mantida em 5% ao ano e, para 2020, passou de 5,25% para 5%.

No fim de julho, o Copom anunciou o corte da Selic de 6,50% para 6,00% ao ano. Foi a primeira queda após 16 encontros em que o colegiado manteve a taxa básica estável. Ao justificar a decisão, o BC reconheceu uma evolução no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação. Além disso, sinalizou que deveriam ocorrer cortes adicionais da taxa.

Inflação

As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020 – dentro das metas estabelecidas para esses anos. As projeções para o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), o índice oficial de preços, em 2019 e 2020 foram alteradas. Para este ano, passou de alta de 3,54% para 3,45% e, para 2020, foi de 3,82% para 3,80%.

Esses números estão abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). As estimativas mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020.

No último dia 6, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o IPCA avançou 0,11% em agosto, com taxa acumulada de 2,54% no ano e de 3,43% em 12 meses.

PIB

Para este ano, a estimativa de alta do PIB (Produto Interno Bruto) permaneceu estável em 0,87%. Para 2020, a previsão de crescimento do PIB passou de 2,07% para 2%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no País, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2019, a previsão do Banco Central é de uma alta de 0,8%, e a do Ministério da Economia é de um crescimento de 0,85%.

Balança comercial

Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 ficou estável em US$ 52 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado caiu de US$ 49 bilhões para US$ 47,60 bilhões.

Investimento estrangeiro 

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, subiu de US$ 85 bilhões para US$ 85,20 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas avançou de US$ 84,68 bilhões para US$ 85,30 bilhões.

 

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