Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de maio de 2017
De acordo com o Ministério da Saúde, até 6 de abril, foram confirmados 604 casos de febre amarela em todo o Brasil e mais de 550 estão sob investigação. No Estado de São Paulo, os casos comprovados são cinco, enquanto oito estão sendo apurados.
O medo da doença e a falta de informação têm feito com que parte da população extermine macacos que vivem nas matas próximas às cidades. Isso porque essa parcela da sociedade acredita que o animal transmite a febre amarela, o que não é verdade. Os macacos são tão vítimas quanto nós.
O verdadeiro transmissor da doença no ambiente urbano é o mosquito Aedes aegypti. Já nas matas, os responsáveis por passarem o vírus da doença adiante são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Os macacos são apenas hospedeiros do vírus: a transmissão ocorre quando esses insetos picam um animal doente e, em seguida, outros macacos ou humanos.
Portanto, os macacos servem como sentinelas, uma vez que a presença desses animais mortos ou doentes pode indicar que o vírus da febre amarela está circulando em determinada área. Ao notar a presença de um animal nessas condições, mesmo que somente a carcaça, devemos comunicar a unidade de saúde mais próxima ou ligar para o número 136.
Além disso, é possível denunciar a matança ou maus tratos pela linha verde do Ibama: 0800 61 8080. Na denúncia, podem ser encaminhados fotos e vídeos que auxiliem na identificação do crime e de quem o cometeu através do e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br.
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