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Brasil O Ministério da Saúde distribuiu, para Estados e municípios brasileiros, mais de 6 milhões de caixas de cloroquina e hidroxicloroquina desde o começo da pandemia

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Bolsonaro tem sempre à mão, para uso próprio ou exibição, a droga favorita, a cloroquina. (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde distribuiu mais de 6 milhões de caixas de cloroquina e hidroxicloroquina desde o começo da pandemia pelos Estados e municípios brasileiros. Os dados foram passados pela pasta em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29).

Mesmo sem comprovação científica de eficácia, desse total, 5,8 milhões foram de cloroquina e 289 mil de hidroxicloroquina. Outro medicamento repassado é o Oseltamivir.

Ineficácia

Um novo estudo se une ao crescente corpo de evidências que científicas que comprovam que a cloroquina e a hidroxicloroquina não são eficazes para o tratamento nem para a prevenção da covid-19. Pesquisadores da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, concluíram que a ingestão diária de hidroxicloroquina não reduz o risco de infecção pelo novo coronavírus.

“Esse é o primeiro estudo randomizado que analisa o efeito profilático da hidroxicloroquina para aqueles que ainda não foram expostos à covid-19. Nós esperávamos que a hidroxicloroquina fosse eficaz, mas não foi o que a ciência mostrou. Os estudos anteriores, que tiveram resultados opostos, não foram tão criteriosos e isso só mostra que a ciência precisa ser conduzida rigorosamente”, disse Benjamin Abella, autor principal do estudo e diretor do Penn Medicine’s Center for Resuscitation Science.

O trabalho, publicado recentemente na revista científica JAMA Internal Medicine analisaram 125 profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate ao coronavírus e, portanto, estão em alto risco de contágio. Os participantes foram divididos, de forma aleatória, em dois grupos: metade tomou 600 miligramas por dia de hidroxicloroquina por dois meses, enquanto a outra metade tomou um placebo que tinha exatamente o mesmo formato do medicamento, pelo mesmo período.

Os resultados mostraram que não houve diferença nas taxas de infecção entre os profissionais de saúde que tomaram o medicamento versus aqueles que tomaram o placebo. Todos os voluntários realizaram PCR e teste de anticorpos no início do estudo, na metade e no final. Entre os que tomaram o medicamento, 6,3%  tiveram resultado positivo para covid-19, contra 6,6% no grupo controle. Nenhum necessitou de hospitalização.

Testes

Falando em laboratório, o Ministério da Saúde não alcançou ainda nem metade da meta de testes que imaginava em abril, com os antigos ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, que prometeram distribuir 46 milhões de testes no País. Ao todo, a pasta conseguiu repassar 18.575.178 testes. Desses, 7.983.856 foram de RT-PCR.

A média das últimas cinco semanas, foram feitos 200 mil testes PCR por semana e 27 mil por dia.

Programa Vigiar

O Ministério da Saúde também lançou um novo programa de Vigilância em Saúde chamado “Vigiar”. O investimento será de R$ 1,5 bilhão e pretende reforçar a detecção do vírus e as medidas de prevenção. Uma das realizações será implantar 1 epidemiologista para cada 200 mil habitantes. Dessa forma, a pasta vai ultrapassar a meta do Regulamento Sanitário Internacional.

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