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Economia O ministro da Economia tentará convencer Bolsonaro a manter André Brandão na presidência do Banco do Brasil

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Segundo fontes, Brandão, na foto, permaneceria no cargo caso presidente da República demonstrar apoio. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende tentar convencer o presidente Jair Bolsonaro a manter André Brandão na presidência do Banco do Brasil (BB). O assunto foi tratado em uma reunião na manhã desse sábado (6) entre Guedes, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto e Bolsonaro.

Brandão colocou o cargo à disposição no início da semana passada, depois que Bolsonaro decidiu substituir o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Luna e Silva.

O executivo do BB temia ser o próximo depois dos desentendimentos com Bolsonaro em janeiro, quando anunciou um plano de reestruturação do banco.

Segundo fontes do BB, Brandão pode rever a posição e continuar no cargo, caso tenha apoio de Bolsonaro para continuar executando o seu trabalho.

Na última terça-feira (2), o conselho de administração do banco, em registro em ata, elogiou a gestão de Brandão e pediu a sua permanência.

O nome do substituto de Brandão, acordado entre o presidente do BC, o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, além do próprio Guedes, é do atual presidente da Caixa Seguridade, Eduardo Dacache.

A sugestão já teria sido levada a Bolsonaro, mas a indicação causou desconforto na cúpula do BB porque o executivo foi vice-presidente da Caixa e é muito ligado a Guimarães, o que poderia gerar conflito de interesses, já que os dois bancos públicos são concorrentes.

O próprio Guedes vem sendo aconselhado por auxiliares a não encampar Dacache.

Segundo interlocutores, o ex-presidente do BB, Rubem Novaes, amigo de Guedes, tem defendido uma solução interna para assegurar a continuidade dos trabalhos.

Nessa linha, os candidatos com maior chance são os vice-presidentes do BB, de Assuntos Corporativos, Mauro Ribeiro Neto, e de Negócios de Varejo, Carlos Motta dos Santos. Motta é funcionário de carreira e Mauro Neto é funcionário da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), com experiência na gestão de estatais.

Antes de vir a público o financiamento da compra de uma mansão pelo filho de Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pelo Banco Regional de Brasília (BRB), em condições facilitadas, o candidato preferido do Planalto era Paulo Henrique Costa, presidente da instituição. Mas diante do escândalo, o nome foi preterido para evitar um desgaste ainda maior.

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