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Geral O novo Centro de Triagem para presos provisórios de Porto Alegre começa a operar em 28 dias

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Sartori (D) ressaltou que o governo do Estado está trabalhando para sanar os problemas do sistema prisional. (Foto: Dani Barcellos/Palácio Piratini)

O novo CT (Centro de Triagem) para presos provisórios de Porto Alegre começa a operar 28 dias após a assinatura da ordem de serviço da obra. A entrega, ocorrida nesta terça-feira (15), contou com a presença do governador José Ivo Sartori e do secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer. O ato foi marcado pelo anúncio de duas outras unidades prisionais: um terceiro CT e uma nova cadeia pública, ambos em Porto Alegre.

Com capacidade para 96 detentos, o CT está localizado em área anexa à CPPA (Cadeia Pública de Porto Alegre). Possui 437,04 metros quadrados de área construída, erguida a partir da montagem de celas em monobloco GRC+CAD (concreto reforçado de alto desempenho) – técnica que também foi utilizada no Complexo Prisional de Canoas. A obra foi executada pela empresa Verdi Sistemas Construtivos, contratada com inexigibilidade de licitação. O valor total investido é de R$ 2,9 milhões, oriundos do Tesouro do Estado.

O governador José Ivo Sartori ressaltou os esforços da atual administração para sanar os problemas do sistema prisional. “Estamos apostando em uma maneira diferente de trabalhar. É evidente que não vamos resolver todas as demandas existentes, mas estamos determinados, dentro das condições possíveis. Todos podem constatar que se trata de uma construção segura e em condições de realmente fazer uma triagem adequada”, destacou.

A execução da obra foi efetuada em 19 dias. “Um trabalho que une agilidade e qualidade, dentro de um padrão que queremos replicar nos demais presídios e CTs”, afirmou Schirmer. O secretário salientou, também, a importância da abertura de novas vagas. “Cerca de 40% dos presos no Rio Grande do Sul são provisórios, o que nos mobiliza a direcionar esforços para ampliar a capacidade do sistema prisional. Precisamos que as polícias estejam liberadas para a execução de suas atividades primordiais: o policiamento ostensivo e a investigação dos crimes”, acrescentou.

No CT, o detento é controlado por meio de galeria situada no segundo pavimento, o que garante mais segurança aos servidores e possibilita menor emprego de efetivo. A operação, em um primeiro momento, ficará a cargo da BM (Brigada Militar). “Pretendemos assumir a unidade a partir do ingresso de novos servidores aprovados em concurso público”, esclareceu a superintendente dos Serviços Penitenciários, Marli Ane Stock. (Claiton Silva/Ascom SSP)

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