Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de fevereiro de 2020
Segundo dados divulgados pelas autoridades chinesas na noite da segunda-feira, 3 de fevereiro, (manhã de terça na China), o número de mortos em decorrência do coronavírus subiu para 425. As novas 64 mortes aconteceram em Hubei , província onde a epidemia começou. Outras novas 2.345 pessoas tiveram a infecção pelo novo vírus confirmada apenas na província, elevando o número de casos confirmados para quase 20 mil.
Nesta segunda, o Ministério da Saúde brasileiro divulgou que há 14 casos suspeitos do novo coronavírus no País, enquanto outros 13 já foram descartados. Os 14 casos suspeitos do último balanço desta segunda-feira, foram registrados em São Paulo (7), Rio Grande do Sul (4), Santa Catarina (2), Rio de Janeiro (1). Os 13 descartados são de: São Paulo (3), Rio Grande do Sul (3), Santa Catarina (2), Rio de Janeiro (1), Minas Gerais (1) e Paraná (2) e Ceará (1).
A epidemia apareceu em dezembro em um mercado de peixes e frutos do mar em Wuhan, capital da província de Hubei, embora o local também fosse conhecido por vencer carnes exóticas. Até o momento foram registrados casos em mais de 20 países. Uma morte foi reportada fora da China, nas Filipinas. O governo chinês declarou que precisa de máscaras cirúrgicas de “emergência”, trajes de proteção e óculos de segurança para enfrentar a epidemia.
Superou a SARS
Segundo o último balanço oficial divulgado nesta segunda-feira, o novo coronavírus já causou mais mortes no país continental do que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que matou 349 pessoas na região entre 2002 e 2003.
Especialistas acreditam que o novo coronavírus surgiu em dezembro em um mercado especializado em frutos do mar de Wuhan, que também vendia clandestinamente carne de animais exóticos. Os casos de infecções se espalharam para além da província, enquanto o povo chinês viajava pelo país e pelo mundo para celebrar o feriado do Ano Novo Lunar, que começou na semana passada.
Por causa do surto, vários países intensificaram as medidas de precaução, bloqueando suas fronteiras e repatriando seus cidadãos. A epidemia levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar emergência internacional, já que mais de 20 nações reportaram casos da doença.
Neste domingo, foi registrado o primeiro óbito fora da China. Um chinês de 44 anos e natural de Wuhan, epicentro da epidemia, morreu nas Filipinas. Diante da expansão da doença, os países do G7 vão providenciar uma resposta conjunta para combatê-la, conforme anunciou neste domingo o ministro da Saúde alemão, depois de conversar por telefone com o chefe do Departamento de Saúde dos Estados Unidos.
Todos os integrantes do grupo (formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) já registraram casos da doença em seus territórios. Neste domingo, na França, cerca de 20 passageiros que estavam num avião de repatriados da China ficaram retidos no aeroporto de Istres (sul), aguardando análise de exames, pois haviam apresentado sintomas do novo coronavírus, disse a ministra da Saúde francesa, Agnès Buzyn.
Wuhan
Após o apelo de um grupo de brasileiros que vive em Wuhan, que divulgou um vídeo pedindo ajuda ao presidente Jair Bolsonaro e seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o governo anunciou que vai repatriá-los.
O comunicado não informa quantos brasileiros ainda estão em Wuhan, nem determina quando a operação de repatriamento começará. Mas explica que todos os cidadãos que retornarem deverão passar por uma quarentena, “de acordo com os procedimentos internacionais”.
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