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Economia O pagamento pelo WhatsApp será cobrado? Tire suas dúvidas

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O BC (Banco Central) liberou transferências bancárias por meio do WhatsApp. (Foto: Divulgação)

O BC (Banco Central) liberou na terça-feira (30) transferências bancárias por meio do WhatsApp. Com esse aval, o aplicativo poderá oferecer um sistema de pagamentos em suas conversas – a data do lançamento, porém, ainda não foi definida.

O Facebook, dono do WhatsApp, foi aprovado como um “iniciador de pagamentos”. A Visa e a Mastercard serão as intermediadoras das transações.

Veja abaixo o que se sabe sobre o sistema:

– 1. Como serão as transferências no WhatsApp? Os pagamentos pelo WhatsApp vão funcionar direto do chat. Haverá uma função, no mesmo menu do envio de imagens, chamada “Pagamento”.

O aplicativo, que pertence ao Facebook, apenas iniciará as transações entre contas dos clientes nas instituições em que são correntistas.

Para fazer transferências, o usuário terá que cadastrar o número do cartão de débito ou pré-pago de bandeiras Visa ou MasterCard.

O BC autorizou a Visa e a Mastercard para “arranjos de pagamento” abertos, como transferência, depósito, pré-pago e doméstico.

O WhatsApp também fará parte do arranjo, que tornará possíveis as transferências pelo aplicativo de mensagens.

– 2. O que é um iniciador de pagamentos?

Em serviços indicados como “iniciadores de pagamentos”, o consumidor dá a ordem para que a instituição financeira em que é correntista realize o pagamento diretamente ao lojista, sem a necessidade de acessar o aplicativo do banco, com débito em sua conta de depósito ou de pagamento.

Como consequência, são eliminados intermediários, como, por exemplo, o cartão de crédito.

– 3. Quando começa a valer?

Ainda não há uma data definida. As operações poderão ser feitas quando o WhatsApp disponibilizar a funcionalidade ao cliente, disse o BC.

Ao G1, o WhatsApp afirmou que está nos “preparativos finais”.

Em junho de 2020, o aplicativo de mensagens chegou a anunciar o recurso, mas o BC e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam o serviço. Na época, as autoridades disseram que ainda precisavam avaliar os riscos da modalidade.

Naquele anúncio, estava prevista a disponibilização de pagamentos para empresas e pessoas. Agora, o cenário mudou. O aplicativo afirmou que, em um primeiro momento, o serviço vai funcionar apenas para transferências entre usuários.

Os pagamentos para comércios devem ser “lançados posteriormente”.

– 4. Quais bandeiras poderão ser cadastradas?

Mastercard e Visa.

– 5. É preciso ter conta em banco? Quais?

Sim, será preciso ter uma conta bancária, mas ainda não há a confirmação de quais instituições estarão habilitadas para as transações.

Em 2020, quando foi barrado, o serviço estava disponível apenas para o Nubank, o Sicredi e o Banco do Brasil.

Ao G1, o aplicativo disse que pretende lançar o serviço com mais parceiros, para expandir a cobertura para o Brasil.

“O serviço de pagamentos no WhatsApp é uma plataforma aberta para a participação de qualquer parceiro que cumpra os requisitos”, afirmou.

– 6. Vai ter integração com o PIX?

A intenção do WhatsApp é integrar sua solução de pagamentos com o PIX, o sistema de pagamentos instantâneos da instituição do BC. Mas isso não deve estar disponível no lançamento das transferências no app.

“O aplicativo vai trabalhar com o BC para integrar o PIX aos pagamentos no WhatsApp. No lançamento, usuários poderão se cadastrar nos pagamentos no WhatsApp com um cartão de débito, combo ou pré-pago de algum dos bancos suportados ou parceiros de pagamentos”, afirmou a empresa.

– 7. Qual empresa de serviços financeiros fará as transferências?

A informação ainda não foi divulgada.

No ano passado, a parceira para as transações era a Cielo. Em 2020, o WhatsApp havia dito que o sistema era aberto e disponível para receber futuros parceiros.

– 8. Por que o serviço foi barrado em 2020?

Em junho de 2020, o BC determinou que Visa e Mastercard interrompessem a função de pagamentos no WhatsApp para “avaliar riscos e garantir funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB)”.

Na época, o Cade viu potenciais riscos para a concorrência.

Na última terça-feira (30), pouco antes de anunciar a aprovação do sistema do WhatsApp, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que vê “um casamento entre mídia social e o mundo de finanças, controladores tem de entender como regular, enfrentar e o que significa para competição na sociedade”.

– 9. Haverá tarifa? Quanto será?

O WhatsApp não deu detalhes se cobrará alguma tarifa nas transações. De acordo com o BC, a cobrança sobre as transações bancárias será definida pelo aplicativo.

Quando foi anunciado em 2020, o serviço não tinha taxas para o público em geral, mas previa cobrança de taxa fixa de 3,99% por transação aos comerciantes que utilizam WhatsApp Business.

Além disso, os empresários também precisariam ter uma conta Cielo para solicitar e receber pagamentos ilimitados, tanto de crédito quanto de débito, oferecer reembolsos e ter suporte técnico.

– 10. Qual o limite de transações? Em quais moedas?

O WhatsApp ainda não divulgou este detalhe. O aplicativo afirmou apenas que “o serviço possibilitará transações somente no Brasil e em moeda local”.

No ano passado, os limites eram de R$ 1 mil por transação e R$ 5 mil por mês. Seria possível fazer até 20 transações por dia. As informações são do portal de notícias G1.

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