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Brasil O peso das pesquisas de opinião

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O medicamento foi capaz de reduzir massivamente a gordura no fígado de camundongos. (Foto: EBC)

As pesquisas de opinião nos Estados Unidos e no Brasil passaram a ser avaliadas por todos e qualquer imprecisão serve de motivo para desqualificá-las. Mas será mesmo que elas não devem ser levadas em consideração na hora de se fixar a melhor estratégia para um candidato? Sem citar nomes, é possível demonstrar, em geral, como uma pesquisa bem feita pode ser útil. Caso a metodologia for quantitativa por amostragem estratificada, deve-se mapear as regiões a serem pesquisadas.

O grande erro de um candidato é pensar que o resultado encontrado em uma pesquisa representa mais do que a intenção do eleitor na data de sua realização, ou seja, se a eleição fosse nesta data e com esses candidatos, o resultado das urnas seria o encontrado na pesquisa dentro da margem de erro estabelecida.

Mas como o pleito se dá em um ponto futuro, a pesquisa é apenas mais uma ferramenta de aferição se o trabalho político está no rumo certo. Mas como convencer a opinião pública que se divide entre os que pensam que pesquisa é precisão, ou que quem paga a pesquisa ganha na urnas ou que é apenas manipulação? Nada disso, pesquisa é uma parte do todo. O eleitor é senhor da vontade.

Preocupado com a situação socioeconômica do estado do Rio no pós-pandemia, o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), André Ceciliano, pede união dos setores público e privado, dos três Poderes e da sociedade. “Necessitamos debater potencialidades e tomar medidas coordenadas que ampliem o dinamismo socioeconômico do estado, além de rediscutir o pacto federativo tributário”.

Violência

E a eleição municipal de 2020 está confirmando o padrão dos pleitos anteriores, com pelo menos 25 candidatos assassinados no período eleitoral até agora em todo o país, segundo o cientista político Felipe Borba, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e coordenador do Grupo de Investigação Eleitoral (GIEL) da universidade (que publica periodicamente boletins sobre violência política e eleitoral em seu site).

Este número pode crescer já que, segundo Borba, “a intensidade da violência eleitoral tende a ser maior quanto mais próximo estiver o dia da eleição” e o segundo turno só será realizado em 29 de novembro. Os 25 homicídios nesta eleição já superam a campanha inteira de 2016, quando foram registrados 23 candidatos assassinados.

No pleito de 2012, foram 16 vítimas, e em 2008, 25. O problema nas eleições gerais tem dimensão bem menor, como mostram os números para 2014 (1 assassinado), 2010 (1), 2006 (1), e 2002 (3).

Embora aponte que o número de candidatos assassinados nesta eleição seja por enquanto pouco diferente numericamente das anteriores, Borba faz observações preocupantes sobre 2020.

“Esse ano há mais volume (de crimes) e está mais visível. Tivemos alguns casos de políticos que sofreram atentados ao vivo, enquanto faziam transmissões ao vivo — então é uma violência que perdeu o medo de se mostrar”, aponta o professor da Unirio, que já publicou diversos artigos sobre violência eleitoral e política, e também coordena projetos de pesquisa sobre o assunto.

Um destes casos aconteceu em Guarulhos (SP), onde o candidato a vereador Ricardo Moura (PL) foi baleado por um homem encapuzado enquanto fazia uma transmissão ao vivo nas redes sociais. A BBC News Brasil tentou confirmar seu estado de saúde, mas não conseguiu contato com a campanha. Segundo um boletim do dia 10, porém, Moura estava hospitalizado e passava bem. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

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