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Brasil O preço da banda larga fixa no Brasil caiu 83% de 2010 a 2018

O estudo mostra que o Brasil é o sexto maior mercado de banda larga fixa do mundo, com 31 milhões de acessos. (Foto: Marcos Santos/ USP Imagens)

O preço da banda larga fixa no Brasil caiu 83% de 2010 a 2018, segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). De acordo com o Relatório de Acompanhamento do Setor de Telecomunicações sobre a banda larga fixa, o preço médio mensal de 1 Mbps, que era de R$ 21,20 em 2010, está custando agora R$ 3,50.

O estudo mostra que o Brasil é o sexto maior mercado de banda larga fixa do mundo, com 31 milhões de acessos, o que representa 2,8% do mercado global, atrás da China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Rússia.

A expansão da banda larga fixa também se deu pela tecnologia utilizada. Segundo o relatório, 64,4% dos municípios brasileiros já têm presença de fibra óptica. São 3.589 municípios, onde moram 89,4% da população.

Os investimentos do setor de telecomunicações, de cerca de R$ 28 bilhões ao ano, além da expansão dos serviços, também tiveram reflexos no aumento da velocidade e na melhoria da qualidade. O indicador de cumprimento de metas de qualidade da banda larga subiu de 56,9% em 2015 para 76,5% em 2018.

Foi verificado ainda aumento do número de acessos nos segmentos de planos com conexões mais velozes: mais da metade dos acessos estão em velocidades entre 12 Mbps e 34 Mbps (26%) e acima de 34 Mbps (26,1%). O maior crescimento se deu nos planos acima de 34 Mbps, que representavam 3,4% em janeiro de 2015 e agora são 26,1%.

Uma maior expansão dos serviços e a ampliação do acesso dependem de políticas públicas que coloquem a banda larga como prioridade do País. É necessário ainda que o marco legal de telecomunicações seja atualizado, com a aprovação pelo Congresso do PLC 79/2016, que permitirá aplicar na banda larga investimentos que hoje são feitos obrigatoriamente na telefonia fixa.

No caso da Vivo, a diminuição do preço desde 2010 atingiu 92% ao passar de R$ 41,60 reportados pela agência para R$ 3,30 atuais – vale ressaltar que a empresa incorporou a GVT em 2015. Percentual semelhante foi verificado na Oi, na qual o custo médio mensal por Mbps caiu de R$ 34,50 para R$ 2,90 (queda de 91,5%). Já na comparação de 2018 com 2017, a Oi diminuiu seu preço em 6,4%, frente alta de 10% no valor médio do Mbps dos planos da Vivo. Para o cálculo, o mês de dezembro da cada ano foi usado como referência.

Líder do mercado de banda larga fixa, o grupo América Móvil (ou Claro/Net na terminologia usada pela Anatel) surge como player que cobrou o menor valor médio em 2018: R$ 2,70 por Mbps, em queda de 10% frente 2017. Na comparação com o preço de 2010 (R$ 8,20, ou bem menor que a concorrência da época), houve queda de 67%.

No caso da TIM, a série histórica começa em 2014 e se assemelha com os números atuais: os R$ 3 da época subiram para R$ 3,10 no ano passado após atingirem R$ 2,30 em 2017. Já a Sercomtel derrubou seus preços em 67,4%: de R$ 16,90 em 2010 para R$ 5,50 atuais, ou o valor mais alto verificado pelo estudo da Anatel mesmo após uma redução frente 2017 (quando o Mbps médio mensal custou R$ 5,9). A agência lembra que não regula os preços do mercado de banda larga fixa, ao contrário do que ocorre na telefonia móvel.

 

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