Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que há muito apoio parlamentar à proposta de renovação do fundo de educação básica

Compartilhe esta notícia:

Segundo Maia, os deputados estão abertos ao diálogo com o governo federal. (Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (20) que há “muito apoio” parlamentar à proposta de renovação do Fundeb – fundo que financia a educação básica no país. Apesar disso, segundo ele, os deputados estão abertos ao diálogo com o governo federal.

Prevista inicialmente para esta segunda, a votação do texto acabou adiada para terça-feira (21) a pedido do Palácio do Planalto. O governo deu início a uma articulação de última hora para tentar alterar o parecer da relatora, deputada Dorinha Seabra (DEM-TO).

“O texto está muito consolidado, tem muito apoio, mas isso não significa que a gente não deva ouvir o governo”, afirmou Maia.

O Fundeb concentra a maior parte do dinheiro usado pela educação básica – ensino infantil, fundamental e médio – em todo o país. O fundo reúne parte dos impostos estaduais e municipais, mas também recebe complementação federal. Se o Congresso não aprovar uma nova lei até dezembro, o Fundeb será extinto e haverá um “vácuo” no financiamento educacional em 2021.

O presidente da Câmara reiterou a importância da manutenção do Fundeb no ano que vem. “Eu acho que começar 2021 é fundamental. Eu vejo, pelo menos na minha opinião, um grande consenso na Câmara”, disse.

Maia ponderou ainda que o ano escolar de 2020 será impactado pela crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. Nesse contexto, afirmou, adiar o Fundeb para 2022 seria uma “sinalização muito negativa”.

“Vamos ter um ano de 2020 muito complicado paras as nossas crianças. Muitas vão, basicamente, quase perder o ano, pelo menos são essas as projeções. Então, adiar o Fundeb para 2022 ou a sua complementação é uma sinalização muito negativa”, disse.

Governo entra no debate

A proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da renovação do Fundeb tramita há cinco anos no Congresso. No entanto, nos últimos meses, o governo preferiu ficar de fora dos debates. Agora, às vésperas da votação, o Ministério da Economia iniciou uma articulação para alterar pontos do relatório.

O Planalto enviou a alguns líderes partidários, no fim de semana, uma proposta que adia a vigência das novas regras para 2022. O Fundeb atual perde validade em 31 de dezembro, e o texto do governo não deixa claro o que aconteceria com o fundo no próximo ano.

Na manhã desta segunda, o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) fez ainda uma reunião com partidos mais próximos do Planalto para explicar a proposta do governo.

O ponto principal dessa “proposta alternativa” é um dispositivo para destinar parte da verba federal que alimenta o Fundeb à transferência direta para famílias com criança em idade escolar. A intenção é que os recursos venham a compor o Renda Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família.

Alinhados com o governo federal, partidos do chamado Centrão – que nos últimos meses aceitou cargos no governo em troca de apoio no Legislativo – já indicaram que podem esvaziar o quórum das próximas sessões.

O regimento da Câmara exige um número mínimo de deputados em plenário para que os projetos comecem a ser discutidos. Por isso, se os parlamentares não registrarem presença, o debate atrasa e o governo ganha tempo para negociar as mudanças.

“Não é culpa do [ministro] Ramos, mas esse debate ficou esquecido pela área responsável do governo durante muito tempo. Então, agora, já tem um avanço muito grande naquilo que é fundamental e tem maioria na casa [Câmara], mas a gente quer dialogar, ouvir o ministro, ouvir as propostas para ver o que é possível [atender]”, afirmou Maia.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A nuvem de gafanhotos que está na Argentina pode chegar ao Rio Grande do Sul nesta quarta-feira
Veja quais atividades trazem mais riscos de contágio pelo coronavírus
Pode te interessar