Quarta-feira, 17 de junho de 2026

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| O presidente do Senado decide nesta semana se abre processo de impeachment contra o procurador-geral da República

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Dificilmente se compreende a motivação do relato tardio e aterrador, seja ele real, exagerado ou falso. (Foto: Agência Brasil)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou que deve decidir nesta quarta-feira se abrirá processo de impeachment contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Na semana passada, duas advogadas protocolaram, no Senado, uma denúncia contra Janot, alegando que ele trata de forma diferenciada situações semelhantes envolvendo supostas práticas de atos ilícitos.

Elas entendem que o procurador deveria ter pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal), por exemplo, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta afastada Dilma Rousseff, por suposta tentativa de obstrução às investigações da Operação Lava-Jato.

O questionamento é de que Janot usou o mesmo argumento para solicitar as prisões de Calheiros, bem como a de seu colega Romero Jucá (RR) e do ex-presidente José Sarney (AP), todos caciques do PMDB.

Pedidos

Calheiros disse que, ao todo, recebeu nove pedidos de impeachment de Janot desde o ano passado – quatro foram arquivados. “Vou analisar o novo pedido com imparcialidade”, assegurou o peemedebista, sem poupar críticas: “Janot extrapolou os limites do ridículo”.

Procurado pela imprensa, o procurador não comentou as declarações do presidente do Senado. (AG)

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