Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2018
Em um pequeno auditório com 55 cadeiras no subsolo de um hotel em Brasília, o PSC oficializou, nessa sexta-feira, Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para ser o candidato do partido à Presidência da República.
“Estamos sem microfone de propósito”, disse o presidente do PSC, Pastor Everaldo, antes de passar a palavra a Rabello. Em discurso, o economista não mencionou bandeiras usadas pelo PSC na campanha de 2014, quando Everaldo foi candidato, como a defesa da família formada por homem e mulher e críticas relacionadas ao aborto. Ao focar na área econômica, Rabello disse que apoia o modelo capitalista de livre mercado, mas não no formato vigente no Brasil.
“Este capitalismo, que é mais do que selvagem, é espúrio, de corporações, de juro alto e imposto escandaloso, isso vai acabar”, disse.
Rabello afirmou que vai “distribuir din din” aos brasileiros através de um fundo de Previdência. Sem dar detalhes, disse que recursos da máquina estatal, que somam R$ 2 trilhões, serão revertidos para esse fundo, o que daria um saldo de R$ 10 mil para cada brasileiro.
Sem definições sobre alianças, o presidente do PSC disse que está dialogando com partidos, como o nanico PRTB de Levy Fidelix, mas avalia montar uma chapa puro sangue se as negociações não progredirem.
“Queremos nos aproximar do povo brasileiro. Essa é a nossa coligação principal”, afirmou Rabello, ressaltando ter preferência pela indicação de uma mulher como candidata a vice.
“Ficaria muito feliz se o vice fosse uma mulher. Uma mulher perto da gente sempre nos deixa fazer menos bobagem”, disse.
Nas eleições, Rabello espera que o PSC eleja a maior bancada já formada pelo partido na Câmara e no Senado, totalizando “pelo menos” 35 parlamentares. Hoje, o PSC tem nove deputados e não conta com nenhum senador.
Propostas
Estreante na disputa por um cargo eletivo, Rabello não revelou quanto pretende gastar em sua campanha. Em seu discurso, ele disse que, se eleito, ao final de dois anos do mandato, aproveitará as eleições municipais para fazer o que chamou de recall de seu mandato e que caso seja reprovado pela população, ele o vice deixarão o governo. Também prometeu acabar com o déficit primário do país no primeiro ano de governo e, que, enquanto isso não acontecer, abrirá mão do salário de presidente da República.
Paulo Rabello também defendeu uma “revisão completa da Constituição Federal”, mas, para isso, descartou a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. Defensor da “família tradicional brasileira”, o presidenciável autor de um programa com 20 metas prometeu triplicar os investimentos na área de infraestrutura.
O candidato à Presidência da República pelo PSC também garantiu que vai manter programas como o Bolsa Família, mas, sem dar detalhes, disse que pretende fazer com que os brasileiros não precisem mais desse tipo de assistência por meio da geração de 1 milhão de empregos. As vagas, explicou, seriam criadas com apoio de centros de educação do trabalho e emprego.
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