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Economia O que o mercado financeiro espera da próxima equipe econômica

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Ministério da Economia considerou os pedidos da Superintendência da Zona Franca de Manaus e incluem itens que são tipicamente produzidos na região. (Foto: Agência Brasil)

A expectativa era que o segundo semestre de 2021 fosse um período de recuperação dos ativos brasileiros com a reabertura da economia e com o avanço da vacinação contra a covid-19. Mas os investidores não imaginavam que o contexto político pudesse atrapalhar esse processo.

As manifestações do dia 7 de setembro e as manobras políticas para “furar” o teto de gastos com objetivos eleitoreiros foram determinantes para forçar a queda do Ibovespa, que segue na casa dos 109 mil pontos.

Apesar da expectativa de ganhos não ter se concretizado, os contratempos serviram para definir o tipo de governo que o mercado sonha para 2023. Segundo analistas, os investidores esperam que a próxima equipe econômica seja capaz de adotar políticas públicas para aumentar a produtividade do País. Para isso, é necessário ter uma postura de governo mais liberal e responsável no campo fiscal.

“O mercado espera uma postura liberal em termos de não atrapalhar os negócios. Não alterar regras já existentes. Aumentar o número de concessões e privatizações de empresas públicas que não dão lucro”, ressalta Marília Fontes, analista da Nord Research.

A exigência de não atrapalhar os negócios também inclui ser mais responsável com os gastos públicos. Na avaliação de Bruno Contesini, estrategista sênior da EWZ Capital, esse ponto deve ser o mais importante para o mercado por gerar um cenário propício e seguro para os investimentos.

“Nenhum político que assumir o Palácio do Planalto em 2023 pode se dar ao luxo de ter um total descompromisso com a pauta fiscal porque significa que ele (o próximo presidente) vai deixar a inflação subir e o Banco Central vai simplesmente colocar uma taxa Selic nas nuvens”, diz.

E como mecanismo para não ultrapassar o limite orçamentário, a próxima equipe econômica precisa priorizar na sua agenda reformas que possam aumentar as folgas orçamentárias. “Uma reforma administrativa teria um efeito muito positivo para as contas do governo. Liberaria recursos para investir em saúde e educação, investimentos que garantem o desenvolvimento de um país a longo prazo”, ressalta Larissa Quaresma, analista da Empiricus.

Mas Étores Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, vai além quando o assunto é a Reforma. Na avaliação dele, o mercado financeiro não deseja apenas otimização dos gastos públicos, espera incentivos na educação que possam tornar os brasileiros mais conscientes financeiramente.

“Quanto mais educação, principalmente financeira, mais ciência você tem sobre suas possibilidades e suas limitações. A educação tem um aspecto de crescimento na sociedade muito grande. E a financeira maximiza tudo isso” afirma Sanchez. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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