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Mundo O que o turista precisa saber sobre o coronavírus antes de viajar

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A recomendação do Ministério da Saúde é avaliar se a viagem para locais com muitos casos da doença, como a China e a Itália, é mesmo necessária. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Quem tem viagem marcada para as próximas semanas enfrenta uma dúvida: é seguro viajar em meio a tantos casos de coronavírus? A doença atingiu com mais força a Europa desde a semana passada. A Itália já é o terceiro país com mais casos da doença. Há também casos em outros destinos populares entre os brasileiros, como Reino Unido, França, Alemanha, Estados Unidos e Coreia do Sul. A confirmação na terça-feira (25) do primeiro caso no Brasil – um brasileiro de 61 anos que viajou ao norte da Itália – aumentou a preocupação entre os turistas. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Além do possível contato com portadores da doença durante os passeios, quem viaja fica sujeito a algumas horas de transporte em espaço confinado com outras pessoas. Seja em avião, ônibus, trem ou cruzeiro, o isolamento aumenta o risco de um possível contágio.

Na quarta-feira (26), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que as pessoas devem avaliar a necessidade de viajar para países com muitos casos da doença e que não há como fechar fronteiras em um mundo globalizado.

“A regra continua sendo a mesma: se você tem sintomas como febre, é melhor não viajar”, disse. “Se está vindo de áreas como a Europa e a China e tiver tosse, coriza, febre, procure uma unidade de saúde.”

A taxa de letalidade do vírus é de 2% a 3%, e, segundo Mandetta, ele é menos grave do que o H1N1. Os maiores afetados, até o momento, têm sido idosos e pessoas com problemas de saúde que comprometam o sistema imunológico.

A forma de se proteger do vírus é evitar o contato com pessoas que têm a doença, evitar tocar os próprios olhos, nariz e boca, lavar as mãos com frequência e cobrir a boca e o nariz quando for espirrar. O vírus não é transmitido pelo ar, mas por meio das secreções da pessoa doente.

O uso de máscaras de proteção não é indicado se não houver sintomas da doença, já que sua principal função é evitar que uma pessoa doente contamine outras ao tossir ou espirrar, por exemplo.

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o coronavírus em viagens.

1) Devo cancelar uma viagem por causa do coronavírus? Depende. A recomendação do Ministério da Saúde é avaliar se a viagem para locais com muitos casos da doença, como a China e a Itália, é mesmo necessária. Não há uma recomendação expressa para não viajar neste momento.

– 2) Não quero mais viajar porque estou com medo da doença. Consigo fazer o cancelamento sem custos? Depende. O Procon-SP orienta passageiros com viagens à Itália ou a países que confirmaram casos de coronavírus, mas que não queiram mais fazê-las, a procurar o atendimento do órgão. Segundo eles, é preciso negociar com a empresa que efetuou a venda da viagem, que não pode se recusar a oferecer alternativas, como cancelamento, troca de destino ou mudança na data na viagem.

A Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens) afirmou que está trabalhando para que os fornecedores dos pacotes turísticos “não imponham restrições ou multas aos consumidores que preferirem alterar o destino ou período da viagem”, mas que as políticas de remarcações são de responsabilidades desses fornecedores.

Segundo a Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), há no momento muitos passageiros com dúvidas, mas não foi constatado aumento no número de cancelamentos de viagens.

– 3) Há fechamento de fronteiras por causa da doença? Não. O que acontece é um maior controle sanitário das pessoas que entram e saem do país, com medição de temperatura, por exemplo.

Seguro-viagem cobre internação e tratamento para o coronavírus? A Global Travel Assistance e a Assist Card, empresas que vendem esse tipo de seguro, informaram que cobrem o atendimento inicial em caso de suspeita da doença. Porém, a incidência de uma epidemia no local de destino não está entre os motivos que justificam cancelamento da viagem, nos contratos do seguro.

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