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| O regente da Economia tem alternativa

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O superministro Joaquim Levy apresentou à presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira, a alternativa para o corte de 80 bilhões de reais no orçamento federal: o aumento dos tributos PIS e Cofins a ser feito por decreto. De outro modo, as contas não fecharão este ano.

O Programa de Integração Social (PIS) destina-se a funcionários de empresas privadas. É uma contribuição social de natureza tributária, devida pelas pessoas jurídicas, e que financia o pagamento do seguro-desemprego e outros benefícios.  A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) criada em 1991, ajuda a manter a Previdência Social, a Assistência Social e a Saúde Pública. Alterar suas alíquotas não repercute de forma direta junto à população, porque ficam mascaradas na composição dos preços. O desgaste do governo acabará se diluindo. O consumidor sente e reclama quando sobem impostos diretos, como ICMS, IPVA e IPTU.

O poder que Levy detém, no momento, é indiscutível. Tornou-se o pino de segurança da política econômica do governo, ainda que setores ligados à origem do PT contestem suas medidas. O responsável pela Fazenda tem a confiança dos empresários que o consideram avalista para a vinda de novos investimentos do exterior. Prova disso é seu trânsito livre em fóruns internacionais, onde conquista o respeito pelo currículo acadêmico e pelas posições já ocupadas na iniciativa privada. Não é um militante que o partido escalou, circunstância aplicada ao antecessor, Guido Mantega. Levy tocará em frente seu projeto, fio de esperança no qual o governo aposta suas fichas.

 

Levy

Joaquim Levy

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