Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de janeiro de 2018
Tricampeão mundial pela Seleção Brasileira, Pelé só participou da Copa do Mundo de 1970 porque havia fracassado quatro anos antes, no Mundial da Inglaterra. O ícone do futebol mundial lamenta até hoje a lesão no joelho direito que sofreu ao duelar com o zagueiro Morais, na derrota por 3 a 1 para Portugal.
“Foi uma decepção, uma coisa triste. Tinha sido campeão em 58 e em 62. Em 66, seria a minha despedida. Eu ia me despedir… Aliás, ganhamos em 70 porque eu queria ter me despedido como campeão (em 1966) e não deu, porque me machuquei”, comentou Pelé.
O Rei do Futebol lembrou que poderia até ter estendido a sua trajetória em Copas. “Eu estava treinando bem no Santos em 70. Queriam que eu jogasse em 74 também, mas disse que não. Deus já foi muito bom comigo ao me deixar me despedir como campeão”, agradeceu.
Quatro anos antes de 1966, Pelé já havia experimentado as dores de uma lesão durante um Mundial. Ele sofreu um estiramento na virilha ao chutar de pé esquerdo durante o empate por 0 a 0 com a Tchecoslováquia, no segundo jogo da Copa do Chile. Na ocasião, Garrincha assumiu a condição de protagonista e conduziu a Seleção Brasileira ao título.
“Em 62, eu me machuquei, mas joguei. Pude voltar mais tarde. Já em 66, tinha o sonho de chegar à Inglaterra e arrebentar, porque foi um inglês que trouxe o futebol ao Brasil. Vocês precisavam ver como treinei. Acabava o treino, e eu ficava correndo depois de todo o mundo ir embora. E eu me machuquei, e o Brasil perdeu. É uma coisa que me marca até hoje”, insistiu Pelé.
Embaixador
O Rei do Futebol participou nesta segunda-feira (15) da cerimônia de lançamento do Campeonato Carioca. Pelé, que nos últimos anos passou por duas cirurgias no quadril, mostrou otimismo, com a saúde e com a seleção brasileira na copa do mundo.
O único jogador a ganhar três vezes uma Copa do Mundo, vai ser nos próximos três anos embaixador do Campeonato Carioca.
Para quem é rei, o cargo não é tão importante, mas Pelé conduziu a apresentação da competição com a simpatia e a majestade de sempre.
Um vídeo mostrou o lado carioca de Pelé, que não só vestiu as camisas de Vasco, Flamengo, Fluminense e Olaria, em jogos amistosos, como teve no Maracanã algumas de suas grandes atuações pelo Santos, em jogos da Libertadores e no Mundial de Clubes. O milésimo gol dele foi no estádio, num jogo contra o Vasco.
Em 2018, 60 anos depois da primeira Copa vencida pelo Brasil e que apresentou Pelé para o mundo, o assunto Copa é inevitável. Pelé participou do sorteio dos grupos, em dezembro.
Cercado de craques, ele estava sentado e se locomoveu numa cadeira de rodas. Para quem foi eleito o maior atleta do século 20, era uma situação desconfortável.
Faz tempo que Pelé está acostumado a um trono, coisas de vida de rei. Mas, nos dois últimos anos, vê-lo quase sempre sentado se deve a duas cirurgias que ele teve que fazer no quadril. A recuperação é lenta, mas Pelé diz que está melhorando.
Da cadeira de rodas para um andador já é um progresso. Aos 77 anos, Pelé segue driblando o tempo. O maior símbolo do melhor do futebol brasileiro segue não tão firme, mas igualmente forte.
Os comentários estão desativados.