Segunda-feira, 19 de Abril de 2021

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Rio Grande do Sul O Rio Grande do Sul já tem quase uma semana consecutiva de esgotamento de suas UTIs. Ocupação geral é de 103,4%

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O boletim também aponta o risco de a pandemia se estabilizar em um patamar muito mais elevado que no ano passado. (Foto: EBC)

Considerado um dos “espelhos” mais representativos do agravamento da pandemia de coronavírus, o índice geral de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) no Rio Grande do Sul era de 103,4% no final da noite desta quarta-feira (3). Com isso, o Estado chegou ao seu sexto dia consecutivo de esgotamento da capacidade de atendimento hospitalar.

Por volta das 23h, eram 3.109 pacientes internados nesse âmbito, composta por 3.005 leitos desse tipo destinados a pacientes adultos. Essa diferença negativa acaba exigindo o uso improvisado de outros espaços e estruturas, dentre outras medidas.

Os dados constam no painel “Monitoramento Covid-19”, atualizado de forma constante pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) no site oficial covid.saude.rs.gov.br. Os dados levam em conta tanto os hospitais do sistema público quanto os da rede privada, em um total de 299 instituições de saúde.

Empréstimos

A SES e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) criaram um instrumento para intensificar o empréstimo de respiradores, monitores e até mesmo de camas entre as instituições de saúde do Rio Grande do Sul.

Dirigentes de hospitais devem preencher o formulário e indicar se têm algum tipo de equipamento disponível. De posse dos dados fornecidos, SES e Cosems irão compartilhar as informações e agilizar os empréstimos.

“Possivelmente ainda há, em alguns hospitais que não têm UTI, equipamentos sem uso que possam ser emprestados a hospitais com UTI, que estão com lotações muito altas”, ressalta a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

A pasta já comprou e distribuiu 230 camas, 230 respiradores e 230 monitores para instituições hospitalares, com investimento de R$ 17 milhões, e agora está adquirindo mais 60 monitores, 60 respiradores beira-leito e 57 camas para equipar leitos existentes ou abrir novos.

Além disso, quase 200 respiradores foram consertados e devolvidos aos hospitais, em uma parceria do Estado com a montadora General Motors e o Instituto Cultural Floresta. O Ministério da Saúde, por sua vez, já enviou ao Rio Grande do Sul mais de mil respiradores, a maior parte deles do modelo beira-leito.

Desespero

“Neste momento crítico, necessitamos, mais do que nunca, da ajuda de todos”, salienta a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada da SES, Lisiane Fagundes. “Pedimos aos diretores das instituições que tiverem respiradores, monitores, bombas de infusão ou camas que possam ser disponibilizadas aos hospitais, que preencham o formulário para que possamos continuar atendendo a população que precisa.”

A Santa Casa de Pedro Osório (Sul do Estado), que tem seis leitos clínicos na ala Covid e não dispõe de UTI, já atendeu ao apelo e emprestou um respirador portátil ao pronto-atendimento de Capão do Leão, que atende pacientes com coronavírus. O equipamento foi buscado em Pedro Osório no sábado (6).

“Estamos desesperados, com muito medo de tudo o que está acontecendo, e precisamos ajudar uns aos outros. Ainda tenho mais três respiradores à disposição para auxiliar, numa urgência, os municípios vizinhos”, diz o gestor da Santa Casa local, Gennaro Buonocore Netto.

A ação do Estado em parceria com Cosems reforça um movimento que já vem sendo feito em algumas regiões do Estado, por iniciativa das coordenadorias regionais de saúde e hospitais.

(Marcello Campos)

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