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Brasil O Tribunal Superior Eleitoral afirmou que a abstenção no 2º turno das eleições municipais alcançou quase 30%

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As eleições municipais deste ano foram realizadas em novembro. (Foto: Divulgação)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou na noite deste domingo (29) que a abstenção no segundo turno das eleições municipais foi de 29,43%. No primeiro turno, a abstenção foi de 23,14%, segundo o TSE.

As eleições foram realizadas em meio à pandemia de covid-19, razão pela qual analistas consideravam que a abstenção (percentual de eleitores que não compareceram para votar) seria elevada.

“O índice de abstenção no segundo turno, que tradicionalmente é superior ao do primeiro, foi de 29,47% com os números que tínhamos até agora, faltando [a conclusão da apuração no] estado do Acre. É um numero maior do que desejaríamos, mas é preciso ter em linha de conta que realizamos eleições em meio à pandemia que já consumiu 170 mil vidas, e as pessoas com temor, muitas por estarem com a doença, muito por estarem com medo”, declarou Barroso

Segundo o presidente do TSE, “o ideal é que a abstenção tivesse sido menor”.

“Quando começou, temia-se uma abstenção colossal, e consideramos que realizar eleições em meio à pandemia, com comparecimento de 70%, é fato que merece ser celebrado”, declarou.

Nas duas eleições municipais anteriores, a abstenção no segundo turno foi de 21,55% em 2016 e de 19,12% em 2012.

Na eleição mais recente, a presidencial de 2018, a abstenção no primeiro turno ficou em 21,30%.

Primeiro turno

No primeiro turno, a abstenção foi de 23,14%. O eleitor que se absteve e não votou no primeiro turno das eleições pôde votar normalmente no segundo turno.

Em 2018, a eleição mais recente, a abstenção foi de 20,33% no primeiro turno. Na eleição de 2016, que antecedeu a deste ano, a abstenção no primeiro turno foi de 17,58%.

De virada

Das 57 cidades com segundo turno nas eleições municipais 17 registraram uma “virada” na urna. Em 30% das cidades com disputa, o candidato vencedor do 2º turno não foi o que obteve mais votos no primeiro.

Das 17 cidades, três são capitais:

– Cuiabá (MT): Emanuel Pinheiro teve 30,65% dos votos no primeiro turno e 51,15% no segundo;

– Maceió (AL): JHC teve 28,56% dos votos no primeiro turno e 58,64% no segundo;

– Manaus (AM): David Almeida teve 22,36% dos votos no primeiro turno e 51,27% no segundo.

Candidatos também viraram em Caucaia (CE), Caxias do Sul (RS), Feira de Santana (BA), Franca (SP), Joinville (SC), Mauá (SP), Mogi das Cruzes (SP), Piracicaba (SP), Ponta Grossa (PR), Santa Maria (RS), São Gonçalo (RJ), São Vicente (SP), Taboão da Serra (SP) e Vitória da Conquista (BA).

Na última eleição, em 2016, houve virada em 14 das 57 cidades onde se disputou o segundo turno. No caso das capitais, apenas uma foi decidida dessa forma naquele ano: Belo Horizonte (MG).

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