Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2018
Em meio à escalada dos preços dos combustíveis no Brasil e à greve nacional iniciada nesta semana pelos caminhoneiros, com reflexos diretos sobre a economia, um questionamento tem sido feito entre muitos cidadãos: o uso de veículos elétricos conseguiriam resolver a atual crise do setor?
Se considerados alguns aspectos pontuais do problema, sobretudo as filas em postos e o risco de escassez de combustível, a resposta é sim. Por outro lado, essa crise vai muito além do racionamento de combustível. Trata-se de uma questão de impostos, principalmente.
É também sobre a alta do dólar. No momento, esse fenômeno tem mais a ver com a valorização da moeda americana do que com a desvalorização da brasileira. Por fim, é uma crise de conjuntura.
Nos últimos dias, ouviu-se muito dizer que, se o Brasil tivesse ferrovias, esses problemas não estariam ocorrendo. Em parte, isso pode ser verdade, mas o transporte no Brasil é feito essencialmente por caminhões. Uma boa malha ferroviária não se cria do dia para noite.
Caminhoneiros
E, nos últimos dias, ficou claro que as reivindicações de caminhoneiros precisam ser ouvidas. Sem entrar no mérito do que o governo pode ou não ceder, o fato é que algumas concessões precisam ser feitas. Afinal, é um movimento que está mexendo muito com o dia-a-dia do brasileiro (e com a própria renda dos caminhoneiros, que deixam de trabalhar).
Não é só racionamento de combustível que as paralisações e bloqueis efetuados pela classe está gerando, nem apenas o trânsito em cidades e rodovias com as paralisações. É o risco de escassez de todo produto que depende de transporte. Em supermercados, já há relatos de falta de diversos alimentos. Isso pode ser ainda mais grave que a falta de combustível.
Acordo
Após sete horas de reunião, o governo e um grupo de caminhoneiros anunciaram acordo para suspender, por 15 dias, a paralisação que afetava estradas de 25 Estados e do Distrito Federal.
O acordo foi anunciado pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) em entrevista coletiva, na noite desta quinta-feira (24). De acordo com ele, das 11 entidades que participaram das negociações, apenas a União Nacional dos Caminhoneiros não concordou com os termos.
A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) confirmou que também não concorda com a política do governo. Mais cedo, a associação, que reivindica que a redução dos impostos se transforme em lei, abandonou a reunião com o governo.
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