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Brasil O vice-presidente eleito, General Mourão, disse que não há risco de politização nos quartéis

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De Boston, Mourão viaja para Washington, onde se encontra com o vice-presidente americano Mike Pence. (Foto Antonio Cruz/Agência Brasil)

O general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito na chapa de Jair Bolsonaro (PSL-RJ), descarta qualquer risco de politização dos quartéis durante o novo governo — a hipótese é admitida pelo atual comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas.

Como sempre

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, Villas Bôas disse que sempre é possível que “interesses pessoais venham a penetrar” no ambiente militar, o que seria um “risco sério”. “Não concordo”, diz Mourão. “As Forças Armadas vão continuar como sempre estiveram”.

Como é?

As declarações de Villas Bôas incomodaram o STF (Supremo Tribunal Federal). O general disse que o Exército passou por um momento delicado quando a Corte votou (e rejeitou) o habeas corpus que evitaria a prisão de Lula.

Vitamina

Na época, o general fez declarações contra a “impunidade”. Agora, diz que sua preocupação era com a “estabilidade” e afirma: “É melhor prevenir do que remediar”.

Ouvi bem 

As frases foram entendidas como uma insinuação de que o Exército poderia ter feito algum tipo de intervenção se Lula ficasse solto.

Nunca mais 

Alguns magistrados trocaram mensagens entre si lembrando a manifestação do decano do tribunal, Celso de Mello, no julgamento do habeas corpus, em que repeliu o pronunciamento do general.

Nunca mais 2 

Sem citar Villas Bôas, ele então disse que, em situações graves, “costumam insinuar-se” pronunciamentos “que parecem prenunciar a retomada, de todo inadmissível, de práticas estranhas (e lesivas) à ortodoxia constitucional, típicas de um pretorianismo que cumpre repelir”.

Nunca mais 3 

Mello disse ainda que as declarações lembravam a de Floriano Peixoto, no século 19: “Se os juízes concederem habeas corpus aos políticos, eu não sei quem amanhã lhes dará o habeas corpus de que, por sua vez, necessitarão”.

Feito

Questionado, o general Mourão também comentou o fato. Se Lula seguisse solto, diz ele, “seria um ato unilateral do STF (Supremo Tribunal Federal). Haveria uma revolta no conjunto da nação. Mas a decisão teria que ser aceita”.

Empate

A proposta de “criminalização da apologia ao comunismo” somava na segunda (12) 167,9 mil votos a favor e 167.020 contrários numa consulta pela internet feita pelo Senado Federal. Ela tramita na casa como sugestão legislativa popular apoiada por mais de 20 mil pessoas.

Bandeira

A ideia é apoiada com entusiasmo pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Bolsonaro. Uma de suas bandeiras é criminalizar o comunismo.

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