Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2017
A prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) e as investigações sobre o empresário Eike Batista são os primeiros efeitos de um novo período da Lava Jato. A avaliação é do coordenador da força-tarefa da operação, o procurador federal Deltan Dallagnol.
Ele afirmou que acordos de delação premiada da Odebrecht devem revelar casos de corrupção em vários Estados do Brasil ligados a políticos de diversos partidos. “É natural que aconteça um desdobramento da Lava Jato com ‘filhotes’ da operação por todo o País”, disse o procurador.
“A Lava Jato está num movimento de expansão. Quando acontecem acordos de colaboração com pessoas e acordos de leniência com empresas, novos fatos vêm à tona. Isso já levou às empreiteiras e às empresas de publicidade. Uma das áreas para qual a Lava Jato tende a se expandir é o marketing da Petrobras”, afirmou.
“Outra área que estamos estudando é a das instituições financeiras. Não exatamente porque não existe um controle, mas porque várias delas violaram regras para praticar atos que acabaram favorecendo a realização de crimes graves contra a sociedade. A ideia é fazer com que algumas instituições financeiras do Brasil e do exterior sejam responsabilizadas e que, com isso, possam ressarcir os cofres públicos”, acrescentou.
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