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Política Omissões em relação a filho de Lula trazem incertezas sobre acordo de delação de ex-empreiteiro

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Otávio Azevedo é ex-presidente da Andrade Gutierrez

Foto: Reprodução/YouTube
Otávio Azevedo é ex-presidente da Andrade Gutierrez. (Foto: Reprodução/YouTube)

O delator Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, omitiu irregularidades envolvendo um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seus relatos a autoridades da Lava-Jato, segundo o MPF (Ministério Público Federal), o que tornou incerto o futuro do seu acordo de delação premiada.

Delator há quatro anos, Azevedo foi alvo, em dezembro do ano passado, de três mandados de busca e apreensão cumpridos na fase da Lava-Jato batizada de Mapa da Mina. Essa etapa da força-tarefa apura se o sítio de Atibaia (SP) frequentado por Lula foi comprado com dinheiro de propina da empresa de telefonia Oi, por meio de sócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente. A Oi tinha o grupo Andrade Gutierrez como um de seus controladores.

Reformas patrocinadas por empreiteiras nesse sítio motivaram a condenação do ex-presidente por corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2010, Jonas Suassuna, sócio do filho de Lula, comprou o sítio junto com Fernando Bittar (filho de Jacó Bittar, amigo de Lula). Ele pagou R$ 1 milhão, e Bittar o restante.

A Lava-Jato, em petição à Justiça na qual pediu os mandados de busca contra o ex-presidente da Andrade Gutierrez, afirmou que, embora o empresário tenha firmado acordo de colaboração, “nele não tratou sobre os ilícitos narrados na presente peça”. “Conforme demonstrado, foram encontradas diversas evidências de sua atuação nos fatos sob apuração”, completa a força-tarefa de Curitiba (PR).

Otávio Azevedo foi presidente da holding da Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do País, de 2008 a 2015. Na época, além de representar o grupo, atuava no braço de telecomunicações do conglomerado, que incluía participação societária na Oi.

Ele ficou preso por oito meses, por ordem do então juiz Sérgio Moro, de junho de 2015 a fevereiro de 2016, sob suspeita de pagar propina no âmbito da Petrobras. Deixou o regime fechado em virtude da negociação da sua delação.

Condenado a 18 anos de prisão em processo derivado da operação, cumpre ainda uma série de compromissos com a Justiça, que incluem a apresentação de relatórios periódicos de atividades e a prestação de serviços comunitários.

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Wilmar Souza
29 de janeiro de 2020 14:24

Tem muito que contar do filho do Luladrao, este rapaz é um gênio, saiu de um zero à esquerda para ser milionário. Só no Brasil e nem é investigado, garanto que se apertar o Lulinha, muita coisa vai aparecer, aí saberemos muito mais pobres de sua “linda família “.

Adroaldo Mousquer
29 de janeiro de 2020 15:39

Um presidente aposentado aos 33 anos como Capitão? Só nós mesmos. SE foi por problemas mentais ele é Ininmputável. Não é? SE for assim, somos governados por um bando de loucos que não tem responsabilidade alguma.

Jorge Schröder
29 de janeiro de 2020 11:26

Ainda tem muito a ser revelado neste emaranhado de coisas… Fomos enganados, Todos inclusive os militantes do Partido dos T.

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