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Geral ONU diz que é urgente agir agora para garantir um “futuro habitável” na Terra

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Usinas de combustíveis fósseis são um dos maiores emissores de gases de efeito estufa que causam mudanças climáticas. (Foto: Nik Shuliahin/Unsplash)

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (Ipcc na sigla em inglês), lançou esta segunda-feira (20) o Relatório de Síntese Mudança Climática 2023. Este ano, a análise feita a cada seis a sete anos destaca ações e soluções para a crise.

Pelo estudo, ainda dá tempo para assegurar um futuro habitável para todos tomando medidas climáticas urgentes. Essas opções devem ser imediatas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas causadas pelos humanos.

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, descreveu o relatório como um “guia de como desarmar a bomba-relógio climática”, em mensagem de vídeo que acompanhou o lançamento.

Para o chefe das Nações Unidas, a ação climática é necessária em todas as frentes. A proposta de Guterres ao grupo das economias mais desenvolvidas, G20, é que façam um “Pacto de Solidariedade Climática”.

Nesse entendimento, Guterres propõe esforços adicionais dos grandes emissores para cortar emissões. Os países mais ricos mobilizariam recursos financeiros e técnicos para apoiar as economias emergentes em um esforço comum.

A publicação foi apresentada na cidade de Interlaken, Suíça, nesta segunda-feira após sessões em que os cientistas avaliaram que as perdas e danos “estão atingindo os mais vulneráveis e ecossistemas de forma particularmente difícil.”

O documento confirma que a temperatura global está 1,1º C acima dos níveis pré-industriais, como efeito de mais de um século de queima de combustíveis fósseis, bem como o uso desigual e insustentável de energia e da terra.

A situação gerou “eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos, com impactos cada vez mais perigosos na natureza e nas pessoas em todas as regiões do mundo”.

A previsão é que piore a insegurança alimentar e hídrica com as altas temperaturas. O documento destaca que esses riscos, associados a outros eventos adversos, como pandemias ou conflitos, se tornam ainda mais difíceis de administrar.

Num cenário em que as temperaturas sejam mantidas em 1,5º C acima dos níveis pré-industriais, serão necessárias reduções profundas, rápidas e sustentadas das emissões de gases de efeito estufa em todos os setores nesta década.

Os cientistas defendem que a queda nas emissões deve ser imediata e com mais cortes quase pela metade até 2030 para que a meta seja possivelmente alcançada.

O Ipcc propõe o “desenvolvimento resiliente ao clima”, envolvendo a integração de medidas de adaptação às mudanças climáticas com ações pare baixar ou evitar emissões de gases de efeito estufa de forma a proporcionar benefícios mais amplos.

Entre os exemplos dessas ações estão o alargamento do acesso à energia limpa, a eletrificação com baixo teor de carbono, a promoção de transporte com zero emissões e baixo teor de carbono e melhoria da qualidade do ar.

Os benefícios econômicos que iriam além de preservar a saúde humana com a melhora na qualidade do ar, seria potencialmente maior do que os custos de redução ou prevenção das emissões.

A proposta do chefe da ONU tem como meta “garantir que as temperaturas globais não subam mais de 1,5º C acima dos níveis pré-industriais.”

Guterres anunciou que para impulsionar os esforços pelo pacto aposta em uma Agenda de Aceleração considerando “líderes de países desenvolvidos num compromisso de atingir a neutralidade de emissões o mais próximo possível de 2040 e os países em desenvolvimento o mais próximo possível de 2050”.

Pela proposta, seria eliminado o uso do carvão e neutralizada a produção de eletricidade até 2035 para todos os países desenvolvidos e 2040 para o resto do mundo. A sugestão prevê a interrupção de novas licenças e fundos para indústrias de petróleo e gás e “qualquer expansão do petróleo e reservas de gás”.

Guterres destaca que entre estas medidas devem estar a proteção às comunidades mais vulneráveis, com mais fundos, capacidades de adaptação, perdas, danos e promovendo reformas para garantir o apoio de bancos multilaterais de desenvolvimento.

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Guilhermo Rasquin
21 de março de 2023 19:22

Falcatrua globalista ridícula.
E muito cuidado, porque a máfia petralha está totalmente envolvida nessa grande mentira: e vai roubar o teu dinheiro para financiar a bandidagem.
Prepara o teu bolso, para a velha inflação petista e todos os impostos roubados do zé-povinho, que foi cegado pela ideologia militante.

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