Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de novembro de 2023
O embaixador do Brasil no Egito, Paulino de Carvalho Neto, disse que o processo de retirada de todos os estrangeiros que estão na Faixa de Gaza e tentam sair da área de conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas deve durar duas semanas. Ele relatou ter ouvido essa estimativa de autoridades egípcias, tento em vista que a previsão é de passagem de até 500 pessoas por dia na fronteira.
“A expectativa egípcia é que o processo dure duas semanas, porque disseram que não há como tirar mais de 500 pessoas por dia da zona de guerra. Podemos receber um telefonema a qualquer momento dizendo que os nacionais do países A, B e C podem sair”, afirmou o diplomata.
Desde o início da crise no Oriente Médio, milhares de estrangeiros, incluindo cerca de 30 cidadãos do Brasil, esperam a abertura da fronteira de Gaza com o Egito para serem repatriados. Nessa quarta-feira (1°), o posto foi aberto para nacionais da Austrália, Áustria, Bulgária, Finlândia, Indonésia, Jordânia, Japão, República Tcheca, além de funcionários da Cruz Vermelha e ONGs e palestinos gravemente feridos. Os brasileiros ficaram de fora.
“Existe a expectativa de uma nova lista com brasileiros sair até sexta-feira, mas não sei se ela poderá ser cumprida”, afirmou o embaixador.
Segundo o diplomata, a retirada de brasileiros não depende do Brasil, e sim de autoridades israelenses e egípcias. Carvalho lembrou que também estão na mesma situação de cidadãos do mundo inteiro, como chineses, americanos e noruegueses.
Enquanto os brasileiros aguardam uma saída em Gaza, um outro grupo de brasileiros, que estavam na Cisjordânia foram resgatados pelo governo federal nessa quarta-feira.
Foram resgatados 32 passageiros (30 brasileiros, uma jordaniana e um palestino, ambos casados com brasileiros) que manifestaram interesse em deixar a Palestina.
Eles foram conduzidos em vans e ônibus de 11 cidades diferentes da Cisjordânia até a cidade de Jericó. De lá, todos cruzaram a fronteira em um ônibus fretado pelo governo brasileiro até Amã, a capital da Jordânia, em um deslocamento de pouco mais de uma hora.
O embaixador do Brasil na Cisjordânia, Alessandro Candeas, informou que os veículos foram identificados com a bandeira do Brasil para evitar bombardeios. “Para fins de segurança, as placas, trajetos e listas de passageiros foram informados às autoridades da Palestina e de Israel”, destacou.
Os brasileiros embarcaram no Aeroporto Internacional Queen Alia, em Amã, em uma aeronave cedida pela Presidência da República, e devem pousar na Base Aérea de Brasília às 5h30min desta quinta-feira (2). Já no território nacional, eles seguirão para cinco capitais – São Paulo, Florianópolis, Recife, Rio de Janeiro e Curitiba –, além de Foz do Iguaçu (PR).
Com isso, o total de brasileiros repatriados da região do conflito chega a 1.446. Foram oito voos patrocinados pelo governo brasileiro. As informações são do jornal O Globo e da Agência Brasil.
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