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Geral Os Estados Unidos acendem alerta para possível falta de vacinas no país

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, já foi vacinado. (Foto: Reprodução)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, revelou na sexta-feira (15) um plano de vacinação contra a Covid-19, em um momento em que o país corre risco de enfrentar escassez de vacinas.

Após um início lento da vacinação, o secretário de Saúde, Alex Azar, pediu aceleração no ritmo das doses aplicadas por dia. Ele pediu que fossem abertas as imunizações para pessoas com mais de 65 anos, dizendo que liberaria todo o estoque federal. O problema é que, com isso, corre risco de os EUA não terem suficiente para dar a segunda dose.

Mais de 380 mil pessoas morreram nos Estados Unidos como consequência da Covid-19, um número que poderá ultrapassar 400 mil quando Biden for empossado.

E a perspectiva não é de melhora rápida, já que a variante B.1.1.7 do vírus, produto de uma mutação, deve se tornar em março a cepa dominante, segundo modelos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O CDC relatou que a variante, que surgiu primeiro no Reino Unido e cresceu de forma exponencial lá, pode sobrecarregar hospitais já em situação difícil, exigir medidas de saúde pública mais rígidas e aumentar a porcentagem da população necessária para atingir a imunidade de rebanho.

Recursos para aumentar vacinação

Biden anunciou na sexta que prevê um aumento dos recursos federais para os centros de vacinação comunitários, bem como o uso de clínicas móveis e a expansão da força de trabalho da saúde pública, para acelerar a imunização. Sua meta é vacinar 100 milhões de americanos em seus primeiros 100 dias no cargo, um aumento drástico no ritmo atual.

“Esse será um dos esforços operacionais mais desafiadores da história do nosso país”, disse o democrata em Wilmington, Delaware. “Mas vocês têm a minha palavra: vamos dar um jeito”, prometeu.

O futuro presidente democrata discursou um dia após apresentar um pacote de US$ 1,9 trilhão. “Entendemos a gravidade da situação”, disse na quinta-feira Celine Gounder, especialista em doenças transmissíveis e integrante da força-tarefa de Biden para o coronavírus, durante uma transmissão ao vivo da Universidade Johns Hopkins.

“Estamos lidando com cerca de 4 mil mortes de americanos por coronavírus por dia. Isso é mais do que o número de pessoas que morreram em 11 de setembro de 2001, todos os dias.”

Na manhã de quinta, dados oficiais indicavam que os estados haviam recebido 30 milhões de doses, das quais 11,1 milhões já haviam sido aplicadas, bem abaixo da meta de Trump de vacinar 20 milhões de pessoas até o fim do ano passado. Biden busca reforçar o papel do governo federal na campanha de imunização, mobilizando a agência para emergências Fema e reembolsando os estados que mobilizarem sua Guarda Nacional.

O discurso de Biden ocorreu à sombra do impeachment do presidente Donald Trump, acusado de incitar uma insurreição após o violento ataque ao Capitólio em 6 de janeiro. Essa situação adiciona drama político e tem potencial para complicar a agenda do novo presidente, que assumirá o cargo em 20 de janeiro. As informações são do portal de notícias G1.

 

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