Domingo, 09 de Agosto de 2020

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Capa – Caderno 1 Os Estados Unidos vão retirar diplomatas de Cuba e suspender os vistos para cubanos que queiram viajar a seu país

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Autoridades dos Estados Unidos disseram que o governo retirará 60% dos funcionários da sua embaixada em Havana, capital de Cuba, após diplomatas terem sofrido ataques acústicos neste ano. Além disso, a emissão de vistos será suspensa por tempo indefinido e os viajantes americanos serão aconselhados a não viajar à ilha caribenha. As informações foram adiantadas pela agência de notícias Associated Press e, depois, anunciadas pelo Departamento de Estado, que disse que ordenaria a saída de mais da metade dos funcionários da embaixada. O governo cubano respondeu que a redução do pessoal na embaixada americana vai prejudicar as relações entre os dois países.

Em agosto, ataques de natureza e consequência misteriosas geraram alerta em Washington e na comunidade internacional, ameaçando colocar em risco a reaproximação histórica entre EUA e Cuba dos últimos anos.

Todos os funcionários não essenciais à embaixada e as suas famílias receberão ordens de deixar Cuba. Apenas o pessoal de emergência deverá permanecer. Além disso, o Departamento de Estado emitirá um alerta de viagem, explicando que os recentes ataques contra diplomatas ocorreram em hotéis e, por isso, hospedar-se em Havana pode representar risco. As medidas deverão permanecer em vigor até que os Estados Unidos possam garantir que não há riscos para os americanos, segundo as autoridades.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, disse que os EUA manterão as relações com Cuba, mas esperam que os ataques contra seus diplomatas sejam investigados. Em agosto deste ano, o governo de Washington relatou que 16 funcionários da sua embaixada haviam sofrido estranhos ataques acústicos na ilha, provocados por estrondosos ruídos nos locais onde estavam. Mais tarde, o balanço era de pelo menos 21 americanos, incluindo os funcionários e seus parentes, afetados por sintomas variados, como perda auditiva, dificuldades de concentração e problemas para falar. Uma autoridade do Canadá disse que cidadãos do seu país também haviam sido afetadas, elevando o número de afetados total para 30. Surgiu um mistério internacional sobre a natureza e a motivação destas ações, enquanto investigações tentam determinar precisamente o que aconteceu.

Caso misterioso

Inicialmente, as suspeitas se concentraram em uma possível arma sônica cubana. No entanto, os diagnósticos de dano cerebral leve, que não costumam acontecer por meio de ruídos, geram dúvidas em agentes do FBI, do Departamento de Estado e de agências de Inteligência envolvidos. De acordo com vários funcionários, algumas vítimas apresentam também problemas de concentração ou memória.

Até agora, o governo do presidente americano, Donald Trump, não identificou nenhum culpado ou dispositivo que explique os casos. Os investigadores consideram várias teorias, incluindo um ataque por parte dos governos cubano ou russo. Um dos incidentes ocorreu no Hotel Capri, tradicional estabelecimento de Havana. Os ruídos ocorriam à noite, e algumas vítimas sofreram traumatismo cerebral leve. Outros sintomas incluem inchamento do cérebro, náusea, enxaqueca e problemas de audição.

Em maio, Washington havia expulsado dois diplomatas cubanos em protesto à falta de proteção do governo aos americanos que trabalham na ilha. O governo cubano se negou a responder perguntas específicas sobre o incidente, e divulgou uma nota por meio do Ministério de Relações Exteriores em que rechaça qualquer participação no caso, prometendo total cooperação em sua resolução. Os investigadores acreditam que, se as Forças Armadas cubanas estiverem envolvidas, as ordens não necessariamente vieram de patentes mais altas.

 

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