Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de junho de 2017
Os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha atuaram para atender interesses da OAS e de seu sócio, José Adelmário Pinheiro Filho, o ‘Léo Pinheiro’, no Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Regional Federal da 5ª Região e na Procuradoria-Geral da República, segundo o Ministério Público Federal, com base em análises de telefonemas e mensagens interceptadas pela Lava-Jato e usados na Operação Manus, deflagrada no dia 6 de junho e que mirou os dois pemedebistas.
Dados telefônicos “evidenciam contatos entre Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha, de um lado, e terminais cadastrados em nome do STJ, utilizados na época pelos ministros Ari Pargendler, Gilson Dipp e Benedito Gonçalves, além de terminais da própria PGR”, relata o procurador Rodrigo Telles em pedido de prisão feito à 14ª Vara Federal de Natal.
A Justiça acatou o pedido contra Henrique Alves, ex-ministro e homem de confiança do presidente Michel Temer, e também contra Cunha, que já é réu em duas outras ações e está preso desde outubro em Curitiba.
Os comentários estão desativados.