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Brasil Outro militar também ganhou propina nas obras da usina de Angra 3

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Capitão foi um dos três executivos da Odebrecht relacionados a irregularidades na construção da Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)

O acordo de leniência da Camargo Corrêa com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) colocou no radar das autoridades da Operação Lava-Jato o nome de mais um integrante das Forças Armadas, o capitão de Mar e Guerra da reserva remunerada Adolfo de Aguiar Braid – atual gerente de projetos da Odebrecht, ligado aos negócios da empreiteira no setor de Defesa.

Braid foi um dos três executivos da Odebrecht relacionados a irregularidades na construção da Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro, conforme informações do acordo. Segundo o histórico da conduta da Camargo Corrêa ao Cade, mesmo atuando no nível operacional, o capitão estava entre os executivos das empreiteiras que “tinham conhecimento da conduta e participavam de reuniões entre os consórcios concorrentes, desde as fases preliminares e/ou crítica do acordo anticompetitivo”, afirmou a empreiteira ao órgão antitruste do governo federal.

Além disso, a construtora encaminhou às autoridades um e-mail do diretor de contratos da Odebrecht, Henrique Pessoa Mendes Neto, a vários executivos do consórcio UNA 3 (Odebrecht, Andrade Gutierrez, UTC e Camargo Corrêa) que cita um diálogo na Eletronuclear sobre a fusão dos dois consórcios que disputavam (UNA 3 e Angra 3) a licitação antes mesmo de serem anunciados seus vencedores. “A conversa foi muito boa, esclarecemos que toda a execução efetiva se dará através da figura da fusão dos 2!”, diz a mensagem que tem Braid como um dos destinatários.

(AE)

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