Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Outubro Rosa: Ser mãe é possível mesmo após o câncer de mama

Compartilhe esta notícia:

O projeto segue para sanção presidencial. (Foto: Universidade de Melbourne/Divulgação)

O tratamento do câncer de mama pode levar à infertilidade, porém, com o suporte das técnicas de reprodução assistida, pacientes diagnosticadas com o segundo tipo de câncer que mais afeta as mulheres no mundo e no Brasil, conseguem engravidar. A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, por meio da oncofertilidade – especialidade médica que surgiu com o objetivo de manter a fertilidade de pacientes com câncer – trabalha em busca de criar uma sobrevida de qualidade para as mulheres que venceram a doença.

De acordo com a presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Hitomi Nakagawa, é comum e real a preocupação de mulheres diagnosticadas com o câncer de mama que estão em sua idade fértil e desejam engravidar. “Além da remoção cirúrgica da lesão, pode haver necessidade de tratamento complementar com medicamentos bloqueadores da função ovariana, quimioterapia ou radioterapia, que podem adiar a possibilidade de gestação temporária ou definitivamente”. Em casos mais extremos, de mulheres com mutações nos genes associados também a câncer de ovário, pode ser necessário até a retirada dos ovários, o que gera a necessidade de utilizar métodos de reprodução assistida.

A especialista informa que não é seguro engravidar logo após o tratamento do câncer de mama, pois existe uma correlação entre alguns tipos de câncer de mama com os hormônios produzidos pelos ovários, que são elevados durante a gestação. “Quando há a suspeita ou o diagnóstico desse tipo de câncer, evita-se inclusive o uso de substâncias com hormônios como o anticoncepcional, por exemplo. Eventualmente, pode até ser indicado bloquear a produção ovariana de hormônios com medicamentos”, explica a médica.

Sobrevida de qualidade para as futuras mães

Após o tratamento e passado o período crítico de risco de recidiva, ou seja, do retorno do câncer, a mulher corre menos riscos ao engravidar. “Nós realizamos o congelamento de óvulos ou embriões após a cirurgia e antes de um tratamento complementar como a quimioterapia. Em cerca de duas semanas os óvulos são captados e podem permanecer congelados nas clínicas de reprodução assistida até que seja indicada a gestação na mulher”, enaltece Hitomi.

Para se prevenir do câncer de mama, a médica com habilitação em reprodução assistida sugere um padrão de vida saudável, com alimentação equilibrada e adesão aos exercícios físicos e um acompanhamento regular com o ginecologista. “É muito importante que as mulheres realizem exames clínicos e de diagnóstico por imagem, quando indicado, para que não ocorra a detecção tardia com a doença em estágio avançado”, conclui a especialista.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Wilmar Arnold
16 de outubro de 2020 11:45

Outubro Rosa e Novembro Azul são campanhas que tapam a boca do demagodo do caldeirão critíco da frase da Ministra Damares: menino veste azul e menina veste rosa.

Ameaça de golpes no WhatsApp subiu 25% no Brasil
Depois da pandemia, podemos enfrentar uma epidemia de obesidade e dores crônicas
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x