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Geral Pai matou bebê porque a Justiça o obrigou ao pagamento de pensão

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Josias e Cleudes estão presos em uma delegacia. (Foto: Reprodução)

O delegado da Polícia Civil Ivo Martins disse  que o pagamento de pensão alimentícia de 400 reais por semana teria motivado o canoeiro Josias de Oliveira Alves, 29 anos, a jogar o filho, de 4 meses, no Rio Negro, em Manaus (AM). O bebê Pablo Pietro está sumido desde o dia 14 de agosto.

Ele e a mãe da criança Cleudes Maria Batista, 23 anos, estão presos em uma delegacia. Cleudes deve ter a prisão preventiva revogada. Já Alves vai ser indiciado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, segundo o delegado. A confissão ocorreu durante interrogatório.

De acordo com Martins,  Cleudes sempre pedia mais dinheiro, o que o contrariava. No dia do crime, eles teriam se encontrado e iniciado uma discussão por causa do pagamento da pensão alimentícia. O bebê estava em uma canoa com eles.

“Eles brigaram porque ela estava esperando-o no porto, estava brava, queria dinheiro. Eles saíram aos tapas no porto e quando chegaram a canoa brigaram novamente. Eles tiveram uma discussão, ele primeiro tentou golpeá-la, ela caiu no chão do barco, ele tirou a criança [dos braços dela] e a jogou [no rio], depois ele continuou brigando com  Cleudes”, relatou o delegado.

Após jogar a criança, nenhum dos dois pais pulou no rio para salvá-la. Alves ainda tentou enforcar Cleudes amarrando uma corda no pescoço dela, diz o delegado. “A investigação estuda se Cleudes foi omissa por não ter pulado para pegar a criança, mas dado o fato que ela estava com uma corda no pescoço, ela pode encontrar respaldo legal”, disse Martins.

Para ele, o caso está esclarecido. “As contradições que existiam foram esclarecidas com a confissão do Josias, o que dá credibilidade à versão contada pela Cleudes. Em nenhum ponto dos depoimentos há divergências como se o bebê tenha caído ou sido vendido.  Cleudes passa de suspeita a vítima de tentativa de homicídio”, disse o delegado.

O canoeiro deve ser encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa. O inquérito deve ser remetido à Justiça em dez dias. (AG)

tags: polícia

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