Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 15 de setembro de 2015
Opapa Francisco admitiu, em entrevista, o risco de terroristas entrarem na Europa em meio a uma enorme onda de refugiados que fogem da guerra na Síria. O pontífice disse que a crise de refugiados é apenas a “ponta do iceberg” de um sistema econômico global “injusto”.
“Vemos estes refugiados, estas pobres pessoas que fogem da guerra e da fome, mas é apenas a ponta do iceberg. Por baixo está a causa, um sistema socioeconômico mau e injusto”, disse o pontífice. “Ali onde se origina a fome é necessário criar fontes de trabalho e de investimento. É preciso trabalhar para a paz”, afirmou Francisco, que recordou ser filho de imigrantes italianos que se mudaram para a Argentina.
Ele reconheceu que os movimentos migratórios provocam problemas de segurança para os países europeus e que existe o “risco de infiltração”. “As condições de segurança territorial não são as mesmas que antes. Temos uma guerrilha terrorista extremamente cruel a 400 quilômetros da Sicília [Itália]”, declarou, em referência à situação na Líbia, onde atuam grupos armados.
Ajuda
No dia 6, o papa solicitou a todas as comunidades católicas da Europa que recebam uma família de refugiados e disse que começaria pelas duas paróquias do Vaticano. “Duas famílias já foram designadas”, revelou. Ele também confirmou a intenção de visitar Portugal em 2017, por ocasião do centenário das aparições no santuário de Fátima. (France Press)
Os comentários estão desativados.