Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de outubro de 2018
Os fatos se sobrepuseram à divisão ideológica. A constatação de que Fernando Haddad (PT) vai ter muita dificuldade de derrotar Jair Bolsonaro (PSL) em um eventual segundo turno sem um aceno explícito aos eleitores de centro fez dirigentes petistas admitirem que, tão logo saia o resultado da votação neste domingo, o candidato precisa fazer um apelo por união em torno de seu nome. O crescimento contínuo do deputado do PSL, explicitado pela mais recente pesquisa do Datafolha, só reforçou a avaliação.
Bolsonaro registrou nova expansão, que varia de 3% a 4%, em todas as faixas etárias que abarcam eleitores com mais de 35 anos. A intenção de votos de Haddad estacionou em 28% entre eleitores que ganham até dois salários mínimos. Bolsonaro, por sua vez, subiu mais três pontos percentuais, segundo o Datafolha, entre os que ganham de dois a cinco salários: passou de 39% para 42%.
O Datafolha alarmou a campanha de Haddad. A avaliação é a de que o índice de 39% que Bolsonaro atinge nos votos válidos pode aumentar no domingo (7). Os petistas temem que haja mais votos brancos ou nulos do que o estimado hoje.
O novo estirão do capitão reformado reforça a percepção de que ele conseguiu criar uma onda a seu favor na reta final do primeiro turno. Os petistas ainda acreditam que a disputa não se encerrará agora, mas o medo de uma derrota precoce já é real.
A campanha de Bolsonaro disparou um vídeo nas redes sociais em que faz “matemática” para dizer que, se metade dos eleitores de Geraldo Alckmin (PSDB) votarem nele, a vitória no primeiro turno estará assegurada.
Álvaro Dias
Aliados de Jair Bolsonaro dizem que integrantes da campanha de Alvaro Dias (Podemos) procuraram a equipe do capitão reformado quando ele estava internado no hospital. Queriam uma aproximação. A presidente do Podemos, Renata Abreu, diz desconhecer qualquer contato e afirma que ninguém está autorizado a falar em nome da legenda.
A defesa de Lula vai entrar com um recurso no TRF-4 (Tribunal Regional Federal) para que o juiz Sérgio Moro não julgue a ação penal envolvendo o instituto que leva o nome do ex-presidente e um apartamento em São Bernardo do Campo até que o Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) decida sobre o mérito do processo movido pelo petista na entidade.
Foi neste caso que o MPF (Ministério Público Federal) pediu nova condenação de Lula na quinta-feira (4). O petista alega que é vítima de uma caçada desleal de órgãos de Justiça. A expectativa é a de que a Organização das Nações Unidas só trate do assunto em março de 2019. O PT de São Paulo estima que pode perder de 10% a 20% de seus deputados na Assembleia e na Câmara por conta do baixo desempenho de Luiz Marinho na corrida pelo governo do Estado.
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