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Economia Para tentar conter o preço do gás de cozinha, o governo manobra para pressionar distribuidores a segurar os preços

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Com o movimento, o Planalto tenta conter os danos políticos de uma alta do produto no mercado interno. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Para tentar conter o preço do gás de cozinha (GLP), o governo manobra para pressionar distribuidores a segurar os preços. Com o movimento, o Planalto tenta conter os danos políticos de uma alta do produto no mercado interno, que está pressionado em razão do conflito no Oriente Médio.

Na quinta-feira, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciou fiscalizações em distribuidoras. Segundo a ANP, o trabalho foi motivado por “suspeitas de prática de preços com ágios elevados”.

Também na quinta-feira, o Ministério de Minas e Energia (MME) encaminhou um ofício pedindo que o Serviço Nacional de Apoio ao Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça, tome providências necessárias contra práticas alegadamente abusivas de preços no mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP), com referência ao resultado de um leilão da Petrobras realizado na terça-feira.

O documento cita “leilões mais recentes” com ágios que superam os 100% do preço normalmente praticado nos contratos de fornecimento.

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à TV Record da Bahia, que iria “anular” o certame realizado pela Petrobras na terça passada. Ele classificou a disputa como “bandidagem” e “cretinice”.

O leilão foi realizado para a venda de 70 mil toneladas de GLP, com o aumento da demanda industrial. O volume vendido corresponde a cerca de 12% do total comercializado em todo o País mensalmente.

“Tem causado preocupação à política energética nacional a adoção, por agentes econômicos fornecedores de GLP no mercado nacional, de mecanismos de oferta do produto que têm ocasionado encarecimento substancial do combustível e potenciais realocações logísticas”, diz o documento da pasta de Alexandre Silveira.

Na sexta-feira (3), Silveira afirmou, em vídeo postado na rede social X, que o governo age para amenizar os efeitos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no mercado brasileiro de combustíveis. “Já estamos atuando e indiciando aqueles que, infelizmente, pela usura, se aproveitam do momento para poder ganhar mais do que a margem natural dos combustíveis no Brasil”, afirmou.

Segundo o governo federal, desde o dia 9 de março, 5.358 postos e 322 distribuidoras foram fiscalizados por uma força-tarefa para coibir aumentos abusivos.

De acordo com a ANP, foram emitidos desde então autos de infração contra 85 postos e 19 distribuidoras. Foram formalizadas 16 autuações contra distribuidoras por indícios de formação de preço abusivo. Segundo a agência, as multas podem chegar a R$ 500 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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