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Geral Paralisação de caminhoneiros afeta operações no porto de Santos

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As atividades em vários terminais estavam sendo impedidas. (Foto: Divulgação)

A greve dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira (1°), está longe de ter paralisado o País como prometiam os profissionais autônomos da categoria, mas passou a comprometer parte das operações de transporte do Porto de Santos, o maior do País.

A ABTTC (Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Transportadoras de Contêineres) informou, nesta quarta-feira (3), que as atividades em vários terminais – sejam aqueles usados para armazenagem e reparo de contêineres vazios, ou ainda áreas para o despacho aduaneiro de exportação – “seguem impedidas de atuar devido a manifestação promovida pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam)”.

A associação acusa o movimento grevista de, inclusive, ter impedido que as empresas trabalhem utilizando as suas frotas próprias, para fazer a retirada de contêineres vazios e a entrega de contêineres cheios nos terminais portuários, “ocasionando uma série de prejuízos aos exportadores”.

“Há inúmeros relatos de nossos associados informando danos aos veículos que tentam desempenhar as suas atividades, forçando as empresas evitarem colocar seus veículos em operação, prejudicando ainda mais o escoamento das mercadorias de exportação”, afirma a ABTTC.

A associação declarou que reconhece “a legitimidade das reivindicações da categoria”, mas que “é primordial que estes atos não gerem prejuízos às empresas que necessitem manter as suas atividades” em funcionamento. “O Porto de Santos não merece ter a sua imagem maculada por movimentos extremos e desnecessários como os que estão ocorrendo com os transportadores autônomos de contêineres liderados por seus sindicatos representativos”.

O Ministério da Infraestrutura tem monitorado as manifestações desde o primeiro dia e afirma que não havia, até esta quarta, registros de paralisações em rodovias, mas apenas no porto de Santos. As informações são de que cerca de 80% da estrutura de Santos operava normalmente e que 20% das embarcações estavam sendo afetadas pela diminuição de volume, principalmente de contêineres.

No dia 1º de novembro, durante a madrugada, após a dispersão de manifestantes pela Polícia Militar de São Paulo no acesso ao Porto de Santos, foram registrados atos de vandalismo na rodovia que dá acesso ao porto. “Criminosos lançaram pedras em veículos que transitavam e danificaram um carro guincho da concessionária Ecovias. A Polícia Rodoviária Federal fez a escolta de cerca de 25 caminhões durante a noite evitando qualquer retenção na via”, informou o Minfra, na ocasião.

O ministério tem oferecido escolta para os comboios de caminhões de empresas que chegam ao local. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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