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Mundo A prefeitura de Paris planeja doar máscaras laváveis a todos os seus moradores

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A medida deve custar cerca de 3 milhões de euros. (Foto: Reprodução)

A prefeitura de Paris, capital da França, pretende entregar máscaras laváveis a todos os seus 2,15 milhões de habitantes, até meados de maio.

A medida, que deve custar cerca de € 3 milhões (R$ 18 milhões), faz parte de um plano para reduzir o contágio por coronavírus na cidade.

Até o fim deste mês, meio milhão de máscaras devem ser entregues a maiores de 70 anos, doentes crônicos e grávidas, afirmou a prefeita Anne Hidalgo ao jornal francês Le Journal du Dimanche.

Com 29,6 mortes por 100 mil habitantes, a França é hoje o quarto dentre os grandes países com maior taxa de mortalidade pela Covid-19 no mundo. Como comparação, a Bélgica tem 47/100 mil habitantes, a Espanha tem 44/100 mil, Portugal registra 6,7/100 mil e a Alemanha, 5,4 mortos por 100 mil habitantes.

A prefeitura de Paris também vai distribuir desinfetante para as mãos em locais públicos, como pontos de ônibus e entradas de estações, e estuda transformar em ciclovias as ruas que fazem o mesmo trajeto das principais linhas de metrô, para reduzir a concentração de trabalhadores no transporte público.

Segundo a prefeita, outra meta é ampliar o número de testes para detectar pessoas infectadas e isolá-las. A cidade deverá pagar quartos de hotel por duas semanas para os que não puderem manter isolamento em suas próprias casas.

Com 710 testes por 100 mil habitantes realizados até agora, a França é um dos países europeus com menor taxa de testagem. A Islândia testou 12 mil pessoas por 100 mil habitantes, a Suíça, 2.500/100 mil; Portugal testou 2.300 por 100 mil, e a Alemanha, 2.060/100 mil.

Em quarentena desde 17 de março, o país deve manter o isolamento físico até pelo menos 11 de maio, quando planeja retomar o funcionamento das escolas.

Números na França

A França registrou 395 mortes provocadas pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que elevou o balanço total a 19.718 óbitos, anunciou nesse domingo (19) o diretor geral de Saúde, Jérôme Salomon.

Um total de 12.069 pessoas morreram em hospitais (+227) e 7.648 (+168) nas casas de repouso para idosos, enquanto o número de hospitalizados em consequência da COVID-19 voltou a registrar queda, informou Salomon.

O número de pacientes internados pelo coronavírus alcançava neste domingo 30.610, uma leve redução de 29 pessoas. Do total, 5.744 pacientes estavam na UTI com o auxílio de respiradores artificiais, 89 a menos que sexta-feira.

Os dados mostram “uma queda muito lenta da epidemia, embora o número de pessoas hospitalizadas continue sendo elevado”, destacou Jérôme Salomon.

“O confinamento, graças ao esforço de todos vocês, é eficaz, freia com força a epidemia”, completou.

O primeiro-ministro Edouard Philippe advertiu que os franceses não devem recuperar “de imediato e provavelmente durante muito tempo a vida de antes”.

“Não saímos da crise de saúde, embora a situação melhore de maneira progressiva, de maneira lenta, mas segura”, afirmou durante a entrevista coletiva.

A França fabricará em breve 17 milhões de máscaras por semana, com o objetivo de “equipar todos os franceses que desejarem”, destacou o ministro da Saúde, Olivier Veran, antes de afirmar que na semana passada foram produzidas oito milhões.

A França, quarto país do mundo mais afetado pela pandemia em número de mortos, atrás dos Estados Unidos, Itália e Espanha, planeja sair do confinamento de maneira progressiva a partir de 11 de maio.

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