Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 15 de novembro de 2015
Um Museu do Louvre vazio e uma Torre Eiffel militarizada. Essas são algumas das imagens de Paris, capital francesa, após os atentados da sexta-feira (13), que deixaram pelo menos 129 mortos. Com os principais centros turísticos fechados, as ruas e o metrô praticamente vazios e o comércio quase sem clientes, a tristeza se reflete nos rostos das poucas pessoas que se aventuraram a sair de casa em uma cidade em estado de choque.
Excepcionalmente, a Torre Eiffel, ícone da capital francesa, segue fechada. Poucos turistas vagavam pela região desorientados neste final de semana. “Tínhamos planejado essa viagem há muito tempo e, ao saber das notícias, pensamos que nosso avião não decolaria. No fim, chegamos nesta manhã [sábado] e estamos em uma cidade fantasma”, disse a turista espanhola Minerva Fernández.
Entre policiais e militares, é possível contar quantas pessoas perambulam pela Praça do Trocadero. Nos arredores da Torre Eiffel havia alguns ônibus vazios estacionados, algo “nunca antes visto”, segundo os ambulantes no local. “Pensei em ficar no hotel, mas decidi vir, já que tinha comprado entrada para a Torre Eiffel”, disse o espanhol Antonio Fernández.

Arco do Triunfo, normalmente um dos locais de maior movimento da cidade, quase vazio. (Foto: Reprodução)
O horror vivido em Paris segue no ar, após os ataques a uma das regiões mais movimentadas dos arredores da Praça da República e muito próxima à redação do jornal satírico “Charlie Hebdo”, alvo de outro atentado terrorista ocorrido em janeiro deste ano. Os ataques ocorreram no Stade de France – onde jogavam França e Alemanha –, na estação Gare Du Nord, no restaurante Petit Cambodge, na casa de shows Bataclan, nos bares Le Carrilon, Belle Equipe e no mercado Les Halle.
“Jamais tinha visto a capital assim. Triste, desesperadamente calma. Viemos de Provença [no sudeste da França] para ver nossa filha, que vive exatamente no bairro onde tudo ocorreu”, disse Eric Gilbert, acompanhado da mulher, na Ópera de Paris, uma região muito frequentada pelos turistas.
Na entrada do Museu do Louvre, um cartaz indica que, devido ao luto nacional de três dias decretado pelo presidente do país, François Hollande, o local permanecerá fechado. As lojas e cafeterias que estavam abertas praticamente não tinham clientes. As redes de fast-food, desertas. Já em algumas estações de metrô, reinava um silêncio sepulcral.
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