Quarta-feira, 22 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de julho de 2026
O partido Missão oficializou na segunda-feira (20) a candidatura de Renan Santos, 42 anos, à Presidência da República. Segundo o candidato, a convenção foi antecipada para garantir a proteção da PF (Polícia Federal) após ele ter recebido ameaças de duas facções criminosas do Ceará, somadas a intimidações do PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo e do CV (Comando Vermelho) no Rio de Janeiro.
Dessa forma, o partido antecipou o ato para coincidir com a ativação do esquema de segurança da PF, nesta segunda-feira. Para proteger os presidenciáveis, a operação dispõe de R$ 95 milhões e mobiliza até 458 servidores, com apoio de blindados, equipes táticas e tecnologia antidrone.
A convenção também aprovou o nome do tenente-coronel da reserva da Brigada Militar gaúcha Aroldo Medina, 62, como vice na chapa. Ex-integrante da Brigada Militar por 30 anos, ele já disputou o governo gaúcho (em 2002, pelo PL, e em 2010, pelo extinto PRP) e a Prefeitura de Canoas (pelo PFL em 2004).
Durante o pronunciamento virtual aos apoiadores, Renan afirmou que recorrer à proteção ostensiva da PF deixou de ser uma opção de economia. “É uma questão de sobrevivência”, disse.
Em vídeo a apoiadores falando da oficialização, ele pediu engajamento nas redes e falou em fazer um “governo revolucionário”, se eleito. Também afirmou que quer “tirar o PT do poder” e fazer “com que milhões de pessoas não tenham que viver do Bolsa Família para sempre”.
Apesar da confirmação, o Missão manteve o evento público de lançamento da campanha para 1º de agosto, quando apresentará o “Livro Amarelo”, documento com as diretrizes do plano de governo.
A antecipação ocorre em meio a atritos recentes na pré-campanha. Na última semana, a casa de shows Audio Rebel, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, cancelou uma apresentação da Limão Rosa marcada para sexta-feira (17). A banda de indie rock é liderada por Renan Santos e traz o ex-deputado cassado Arthur do Val, o Mamãe Falei, na bateria.
O estabelecimento justificou a medida alegando razões políticas e afirmando que não gostaria de associar sua marca ao candidato.
Renan, que é vocalista, compositor, guitarrista e gaitista do grupo, classificou a decisão como “sabotagem” movida por pressão de militantes de esquerda sobre a casa de eventos e enfatizou que as letras tratam apenas de temas existenciais.
Como reação ao cancelamento do show, o candidato fez uma apresentação gratuita no último sábado (18), que reuniu cerca de 500 pessoas no Bar Bukowski, tradicional casa de rock no Rio de Janeiro.
Para se tornar conhecido, Renan tem feito viagens a municípios periféricos, mostrando nas redes sociais problemas da população. A estratégia repete as antigas Caravanas da Cidadania promovidas por Lula (PT) nos anos 1990.
No debate econômico, o candidato tem feito críticas tanto ao governo Lula quanto ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Santos classificou como “incompetente” e “ridícula” a postura da oposição e do governo diante do “tarifaço” de 25% imposto pelos Estados Unidos e defendeu o uso das reservas brasileiras de terras raras como moeda de troca nas negociações.
Nas últimas pesquisas de intenção de voto (Datafolha e Genial/Quaest), Renan Santos marcou 3%, empatado na margem de erro com Ronaldo Caiado (PSD). No mesmo cenário, Lula lidera o primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
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Mais um Cabo Daciolo. Esquerdista travestido de Direita, com discurso inflamado e potência apenas para retirar uma pequena mas importante parte dos votos contra a esquerda.