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Economia Petrobras contrata JPMorgan para vender participação na Braskem

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A Petrobras, que tem interesse em vender sua participação na empresa, tem sido mais favorável a uma venda por meio de uma oferta de ações. (Foto: Agência Petrobras/Flávio Emanuel)

A Petrobras contratou o JPMorgan como assessor para vender sua participação na petroquímica Braskem, disseram três fontes a par do assunto, segundo a agência de notícias Reuters. Na manhã desta quinta-feira (5), executivos da Petrobras disseram em teleconferência com investidores que tinham contratado assessores para vender sua fatia na Braskem, sem dar mais detalhes.

O conglomerado Novonor, antes conhecido como Odebrecht, retomou a venda do controle acionário da Braskem em abril, mas até agora não encontrou comprador.

Mesmo assim, Morgan Stanley, assessor da Novonor, recebeu propostas para alguns ativos da petroquímica. A empresa possui fábricas no Brasil, México e nos Estados Unidos.

Dada a complexidade de vender unidades da empresa para diferentes compradores, a Petrobras decidiu contratar um consultor para analisar possíveis negócios.

A Petrobras, que também tem interesse em vender sua participação na empresa, tem sido mais favorável a uma venda por meio de uma oferta de ações, mas a Novonor, como acionista controladora, prefere uma venda do ativo porque busca um prêmio por sua fatia controladora.

Em recuperação judicial, a Odebrecht precisa levantar recursos para pagar seus credores.

Há dois anos, um acordo de venda da Braskem para a Lyondell Basell Industries BV fracassou, pois a Braskem começou a enfrentar problemas ambientais relacionados às suas atividades de mineração na cidade de Maceió (AL). A Petrobras não comentou o assunto.

Criação de vale-gás

Em outra frente, a Petrobras participa das discussões com o governo a respeito da criação de um chamado vale-gás, que beneficiaria famílias carentes, mas a companhia não é o “ator principal” do processo, disse nesta quinta-feira o presidente-executivo da estatal.

“Nós participamos dessa discussão junto com o governo, mas esse tema está sendo conduzido pelo Ministério das Minas e Energia… A nada somos indiferentes, temos atividade e responsabilidade social dentro da empresa, mas não somos o ator principal dessa condução desse processo”, disse Joaquim Silva e Luna a jornalistas, em Brasília.

Na semana passada, em entrevista a um canal de televisão, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Petrobras tem uma reserva de 3 bilhões de reais para custear as despesas com o pagamento de um vale-gás para a população de baixa renda, no momento em que o governo tem sido alvo de críticas em razão do elevado preço do produto.

Em entrevista no Palácio do Planalto nesta quinta, Luna foi questionado sobre como funcionaria o benefício e se dividendos da Petrobras recebidos pela União poderiam ser utilizados.

“Eu não sei. Esse (recurso) aí faz parte de dividendos, é um compromisso da empresa de entregar dividendos. Está repassando. Agora, como o acionista majoritário é o governo, ele recebe (a fatia) maior. Mas seria o governo quem define como fazer”, disse.

Em nota publicada mais tarde nesta quinta-feira, a Petrobras reiterou que não há definição quanto à implementação e o montante de participação em eventuais programas, reafirmando que a companhia “não conduz tal processo, mas contribui para as discussões”.

“Como informado anteriormente, qualquer decisão estará sujeita à governança de aprovação e em conformidade com as políticas internas da Companhia”, disse.

Mais cedo, ao ser questionado por analistas, o diretor de Comercialização e Logística da estatal, Cláudio Mastella, disse que a Petrobras também tem contribuído com o governo nas discussões sobre um fundo de estabilização dos preços de combustíveis, apesar de ter a avaliação de que as cotações da empresa devem seguir parâmetros de mercado. As informações são da agência de notícias Reuters.

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