Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de julho de 2021
A Petrobras permanece focada em venda de ativos e desalavancagem, em busca de cumprir cronograma acertado com o Cade, disse nesta segunda-feira (26) o presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, a analistas de mercado, conforme relatório do Goldman Sachs.
Durante a reunião, segundo o banco, Luna reiterou seu compromisso de reduzir a dívida bruta para abaixo de US$ 60 bilhões, sem mencionar prazos, o que desencadearia o pagamento de dividendos significativamente acima dos períodos recentes.
Em maio, executivos da empresa haviam mantido a meta de reduzir a dívida bruta da companhia para US$ 67 bilhões em 2021 e US$ 60 bilhões em 2022.
Durante a reunião, Luna disse aos analistas que cada refinaria à venda estava em uma fase diferente do processo para o desinvestimento, segundo o Goldman.
“Do ponto de vista de estimativa de valoração, a empresa apontou uma divergência entre a empresa e os participantes do mercado em alguns casos, já que a Petrobras vê as refinarias à venda de forma integrada com o restante de suas operações, enquanto um potencial comprador vê a refinaria como um ativo autossuficiente”, disse o relatório do banco, sem dar detalhes.
Luna também reafirmou que os preços dos combustíveis vendidos pela companhia permanecem seguindo valores internacionais e que a empresa está evitando passar volatilidade de curto prazo ao mercado interno, segundo o Goldman.
A companhia também está trabalhando no novo plano de negócios estratégico para o período 2022-2026. Segundo Luna, não são esperadas mudanças significativas no caminho que a empresa tomou nos últimos anos, considerando processo de desalavancagem, gestão de portfólio, vendas de ativos, dentre outros, disse o banco.
Assembleia geral
A Petrobras publicou nesta segunda-feira (26) edital de convocação para uma assembleia geral extraordinária (AGE) a ser realizada em 27 de agosto, às 15h, para a eleição de oito membros ao conselho de administração da companhia, além do presidente do colegiado e de um membro titular do Conselho Fiscal.
O movimento ocorre após a renúncia do conselheiro Marcelo Gasparino da Silva, representante de minoritários, que havia sido eleito por meio de processo de voto múltiplo em assembleia ocorrida em 12 de abril.
A renúncia de Gasparino forçou a realização de um novo pleito para os oito conselheiros eleitos por voto múltiplo, de um total de 11 membros do colegiado. As informações são da agência de notícias Reuters.
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