Quinta-feira, 07 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Planilha aponta parte de suposta propina de 52 milhões de reais para Eduardo Cunha

Compartilhe esta notícia:

Presidente da Câmara não se manifestou sobre investigações. (foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Planilha que faz parte da delação premiada do executivo da Carioca Engenharia Ricardo Pernambuco Júnior, investigado na Operação Lava-Jato, detalha como teria ocorrido o pagamento de parte da suposta propina de R$ 52 milhões ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A peça faz parte de inquérito autorizado contra Cunha pelo ministro Teori Zavascki, a pedido da Procuradoria Geral da República.

Planilha de depósitos entregue pelo empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, aos investigadores, detalha depósitos que teriam sido propina para Eduardo Cunha (Foto: Reprodução)

Planilha de depósitos entregue pelo empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, aos investigadores, detalha depósitos que teriam sido propina para Eduardo Cunha (Foto: Reprodução)

A planilha foi divulgada nesta sexta-feira (15) pelo jornal “Estado de S. Paulo” e faz parte da delação, revelada pela revista “Época” em dezembro.

Procurado, Eduardo Cunha disse que não vai se manifestar sobre o caso, que o assunto relativo à empresa Carioca é velho e que já se manifestou anteriormente.

A investigação da Procuradoria se baseia nas delações premiadas dos empresários da Carioca Engenharia Ricardo Pernambuco Júnior e do pai dele, Ricardo Pernambuco. Segundo os delatores, o peemedebista recebia propina a partir de recursos do FI-FGTS, um fundo destinado a empresas. A delação foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Este é o terceiro inquérito contra Cunha. A suspeita da PGR é de que o parlamentar tenha solicitado e recebido propina do consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia – que atuava na obra do Porto Maravilha – no montante de cerca de R$ 52 milhões.

Na planilha apresentada pela Carioca são detalhadas 22 transações que somam quase US$ 4,7 milhões. A primeira transferência de dinheiro teria sido feita no Israel Discount Bank no valor de US$ 220 mil.

Conforme os delatores, Cunha teria recebido propina no valor de 1,5% dos títulos comprados pelo FI-FGTS, paga em 36 parcelas. O documento entregue aos investigadores mostra depósitos feitos entre agosto de 2011 e setembro de 2014, que teriam sido propina a Cunha.

Ainda segundo as investigações, Cunha era próximo do então vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, que integrava o conselho curador do FGTS. O dinheiro do fundo seria utilizado para permitir as obras do porto.

Para Rodrigo Janot, as informações apresentadas pelos delatores são “robustas” e fundadas, além de depoimentos, em documentos bancários que comprovam transferências, extratos de contas na Suíça, e-mails e anotações. Além de abrir o inquérito, o ministro Teori Zavascki também autorizou a coleta de provas. (AE)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Gilberto Kassab pede demissão do Ministério das Cidades
Deputados se revezam na tribuna da Câmara em sessão que discute impeachment de Dilma; acompanhe ao vivo
Pode te interessar