Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de junho de 2025
A Polícia Federal (PF) está em fase avançada de apuração sobre esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e já prepara o envio de parte das investigações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o envio do material ao STF aponta que o esquema de desvios por meio de descontos irregulares deve envolver membros do Congresso nacional.
Com a remessa dos documentos ao STF, o caso passa a atingir em cheio deputados e senadores, já que parlamentares com foro privilegiado só podem ser investigados e processados pela Corte. De acordo com a reportagem, o número de congressistas citados nas investigações não é pequeno.
Operação Sem Desconto
Em outra frente, o delegado da Polícia Federal Carlos Henrique de Sousa disse na última quarta-feira (28), na Câmara dos Deputados, que a Operação Sem Desconto ainda está em uma fase inicial. “É um campo que se vislumbra muito maior”, afirmou ele.
A operação investiga um esquema de descontos irregulares e não autorizados em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As suspeitas atingem sindicatos, associações e servidores do órgão.
Segundo um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) usado como ponto de partida pela PF, os descontos em aposentadorias e pensões repassados a 11 entidades investigadas somaram cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Esses repasses associativos estão suspensos, e o governo estuda como devolver os valores cujo abatimento não foi autorizado pelos aposentados. O Ministério da Fazenda estima que o ressarcimento deverá ficar entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões.
“Esse total é muito grande, mas não espanta, infelizmente”, disse Sousa. Segundo o delegado, como a movimentação da Previdência Social ultrapassa R$ 1 trilhão, “todas as fraudes, quando a gente aprofunda, realmente têm valor substancial”.
Para Sousa, o combate às fraudes contra aposentados exige medidas como o uso de biometria. “A PF sempre recomendou isso ao INSS. Alguns colegas apuraram no mestrado que, com a biometria, 58% delas poderiam ser evitadas”, explicou. As informações são do jornal O Globo e da Agência Câmara de Notícias.
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