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Rio Grande do Sul Por atraso, Canoas suspende aplicação da segunda dose da CoronaVac

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O problema deve atingir, pelo menos, 10.258 canoenses que já completaram ou que irão completar até sábado (1º) o intervalo de 28 dias recomendado entre as aplicações da CoronaVac.

Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini
Indicação precisa ser avaliada pelo Ministério da Saúde e órgãos envolvidos no Plano Nacional de Imunização. (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)

Em função do atraso no envio de novos lotes de CoronaVac, a prefeitura de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, suspendeu, nesta segunda-feira (26), a aplicação das segundas doses. Durante a manhã, cerca de 1,4 mil idosos chegaram a ser vacinados, mas o estoque foi insuficiente para atender a demanda. Quem não conseguiu se vacinar, deverá aguardar a chegada de nova remessa do imunizante produzido pelo Instituto Butantan.

O problema deve atingir, pelo menos, 10.258 canoenses que já completaram ou que irão completar até sábado (1º) o intervalo de 28 dias recomendado entre as aplicações da CoronaVac. A Secretaria Municipal da Saúde aguarda a chegada de nova remessa para retomar a vacinação, o que ainda não tem prazo para ocorrer.

As novas datas para comparecimento aos locais de vacinação serão divulgadas, por meio dos canais oficiais de comunicação da prefeitura. A SMS esclarece, ainda, que as pessoas que não completaram o esquema vacinal no prazo recomendado não terão prejuízo na resposta imunológica, pois é aguardado o envio de vacinas em breve.

Além de receber um quantitativo menor do que o previsto nas últimas semanas, o lote que chegou ao município na sexta-feira (23) continha apenas 1.440 doses de CoronaVac. A queda no número de doses está relacionada à suspensão temporária da produção da vacina pelo Butantan devido à falta de matéria-prima. Uma nova remessa, com 5 milhões de doses, deve começar a ser entregue ao governo federal na primeira semana de maio, segundo previsão do fabricante.

Nesta semana, segue em Canoas apenas a aplicação da dose de reforço da Astrazeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), para quem já completou o intervalo de três meses entre as aplicações. Não é possível usar um tipo de imunizante na primeira dose e outro na segunda. A retomada das primeiras doses também depende da chegada de novo lote de vacinas.

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Luis Felipe
27 de abril de 2021 22:50

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