Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de abril de 2020
Um dos principais destinos no mundo para a celebração de casamentos, a Itália calcula prejuízos bilionários com os adiamentos e cancelamentos das cerimônias por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).
Segundo um levantamento da Associação Nacional de Eventos de Casamentos de Luxo (Assoeventi), foram 17 mil casamentos cancelados entre março e abril e estima-se que outros 50 mil serão cancelados entre maio e junho, o que causa uma perda de cerca de 26 bilhões de euros.
Por conta disso, o setor está pedindo que o governo italiano dê um “apoio imediato” à indústria, com auxílios fiscais e de previdência tanto para empresas como para profissionais liberais. Entre os pedidos, está a solicitação de uma contribuição mensal por seis meses para que as empresas sobrevivam a esse momento e o acesso facilitado ao crédito e empréstimos. Ainda conforme a Assoeventi, em 2019, a Itália contabilizou quase 220 mil matrimônios com custo mínimo de 55 mil euros por evento. Além das milhares de viagens causadas pelas cerimônias por todo o território, o setor movimentou mais de um milhão de trabalhadores em 83 mil empresas ligadas aos eventos.
A entidade estima que atuam na indústria de casamentos 8,5 mil localidades que recebem esse tipo de cerimônia, 2,5 mil floristas, dois mil restaurantes e serviços de alimentação, oito mil fotógrafos, 6,5 mil músicos e 3,5 mil cerimonialistas e assessores de planejamento.
Covid-19
A Itália superou a marca de 25 mil mortos por Covid-19 nesta quarta-feira (22). Somente nas últimas 24 horas, o país registrou 437 novas mortes causadas pela doença do novo coronavírus.
Segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins, a Itália é o segundo país com mais mortes causadas pelo novo coronavírus, atrás somente dos Estados Unidos. Em relação ao total de casos de Covid-19, o país vem em terceiro, atrás dos EUA e da Espanha.
A boa notícia, porém, vem do número de doentes: o total de pessoas que ainda estão com a Covid-19 diminuiu para 107.688, dez a menos do que no dia anterior. Apesar da diferença pequena, é o terceiro dia consecutivo de queda.
Ao considerar que o pior da epidemia já passou, o governo italiano já vem afrouxando lentamente as normas de isolamento social e quarentena.
Algumas atividades começaram a ser retomadas em cidades como Veneza, que reabriu livrarias, papelarias e lojas de roupa para crianças. Para maio, as autoridades devem anunciar novas medidas.
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